Número amizade meninas

Ressaca que não passa...

2020.10.14 08:50 PlayMoreZeppelin_ Ressaca que não passa...

Alerta de textão!! Se puder me ajudar como eu poderia tirar essa neura da minha mente, ficaria imensamente agradecida, na moral. Essa merda tá me corroendo
Quero desabafar sobre uma experiência que eu vivenciei no começo do ano e até agora, já quase no final do ano, n consigo tirar da minha cabeça. E, esses sentimentos ficam me atormentando.
Bom, nesse ano de 2020, eu concluo o ensino médio. Então, como muita gente, sabe. É o ano q tá td mundo na neura, querendo badalar e passar o máximo de tempo cm os amigos. Pq vai saber para qual caminho a vida vai levar cada um.
Logo no começo do ano, nós organizamos um churrasco para enturmar melhor o pessoal q era de outro período e mudou para a manhã. Além da galera nova q entrou. Essa tal festa aconteceu num condomínio de uns amigos meus, td planejado, os pais do menino q iriam cuidar do churrasco e td o mais, são SUPER liberais, então, na certa bebida, narguilé e outros trem td autorizado.
Eu estava bem empolgada cm a festa, td combinado pra n dar b.o. aq em casa. Táok, chegou uns dias antes da festa, tava td dando errado. Aquela bagunça q é pra organizar festa pra rapaziada, fora os meus próprios b.o.’s. Estava passando por uns momentos difíceis, deprê pra kct. Cheguei a falar para minha amiga q eu ia de carona, que n iria mais. Tava cm um puta pressentimento ruim. Mas, ela queria muito q eu fosse, pq tava de olho num carinha, q ela tava ficando. E ela n queria ficar sozinha (ela é meio tímida). Blz, ela insistiu tanto q eu acabei mudando de ideia, e deixei os meus pressentimentos de lado.
Chegamos na festa, e eu já dei de cara cm um ex-amigo meu. Nós sempre tivemos uma relação meio conturbada, pq ficamos muito próximos de repente, há alguns anos. Já tive grande carinho por ele, mas ele é uma pessoa um tanto difícil de lidar.
Flashback Quando começamos a ficar próximos, percebi q ele estava criando sentimentos mais fortes q amizade por mim. Então, decidi jogar a real, quando ele foi sincero cmg. N fui rude nem Nd, até pq o considerava muito msm. Ele, no início, pareceu levar de boas a situação. Porém, depois ele começou a forçar a barra, teve um episódio numa festa na casa dele-despedida dele, pq ele foi fazer intercâmbio por um ano(na qual, muitos amigos dele estavam, e tds eles sabiam do que tinha acontecido-pelo menos, a versão dele da história), em que ele tinha bebido uns gorós. Ele foi até onde eu estava, e eu percebi q ele já tava meio alterado. Então, já fiquei mais em alerta. Ele começou a tentar me acariciar, sabe. Falando no meu ouvido, tentando me abraçar e td. Aí, falei pra ele, q n tava curtindo. Principalmente, pq ele tava tentando forçar na frente dos amigos dele. E, basicamente, tds eles ignoraram o fato de eu estar desconfortável cm a situação td. Me despedi, rapidamente, de tds e dele. E, fui embora.
Durante esse ano de intercâmbio dele, ele sempre me ligava, e por um tempo, cheguei a acreditar como ele afirmava cm tanta convicção q ele tinha se desiludido, e queria só amizade. Acreditei, pq ele falava sobre várias minas q ele tinha pegado e td. Agora, vejo que na intenção de me causar algum ciúmes ou algo do tipo. Pois, quando ele voltou do intercâmbio, a família dele deu outra festa, e eu fui convidada.
E, por um tempo, achei q ele realmente tinha desiludido. Fiquei muito feliz, pq realmente apreciava a amizade dele. No entanto, foi só ele beber um pouco, q ele começou a fazer td q ele fez na despedida. Até msm na frente dos pais dele. Fiquei super constrangida, pq entre uma conversa cm o pai dele, ele meio q deixou a entender q a gente já tinha tido um lance mais sério*. Eu fiquei: WTF?. Já comecei a ficar puta da vida, então chamei um Uber. Ele pediu desculpas, e pediu para fazer companhia, enquanto eu esperasse. A gota d’ água foi quando ele tentou me forçar a beijar ele na garagem dele. Aí, eu surtei, falei pra ele, tudo q estava entalado. Ele falou coisas horríveis. O pior de td é q a garagem dele tem câmera, então provavelmente, td mundo lá dentro viu o nosso pequeno espetáculo. O Uber chegou e eu me mandei. Isso foi antes do ano letivo desse ano.
Quando voltamos às aulas já n éramos mais amigos. Então, foi bem tenso vê-lo na festa, assim de cara. Achava q ele n iria.
Retomando Voltando a festa desse ano, ao chegarmos fomos falar cm o pessoal. Até aí, tava td ótimo. Eu e a minha amg rachamos a conta na adega. Estava economizando para chutar o balde nesse dia.
Bebi pra caramba(bebidas suaves, Askov, Corote, algumas batidinhas) , mas como estou acostumada, nem estava tão alterada. Depois disso, oq me lembro foi de td mundo estar mais doido q td, e eu ter tomado um copão de batida de vodka de maracujá misturado cm Halls (experimentos). Foi aí, que td, absolutamente TD, começou a dar errado.
Foi quando bateu o álcool de uma vez, como já tava percebendo q tava ficando doida. Peguei e fui sentir perto dos narguileiros de plantão, trocando ideia. (A essa altura nem lembrava do paradeiro da minha amiga). Só sei q já tinha passado um pouco aquela baque da brisa, então me levantei da cadeira. Tava td okay, até alguém me pegar CM TUDO no colo, mano. TURU BOM? Era ele, o meu ex-amigo, falando: Calma, calma e meu nome.
Percebi q ele tava alterado, então comecei a entrar em pânico. E falei pra ele me colocar no chão. Mas, com o reboliço td de ele ter me levantado do chão, a brisa bateu forte de novo. Me senti fraca e impotente (por fora), por dentro? Eu estava puro pânico, pq sabia q td mundo tava doidão. Ninguém ia notar NADA. Ele me levou no colo para fora do salão, e sentou num banco lá fora. Ele me colocou no banco e sentou do lado. Ergueu as minhas pernas e colocou no colo dele. Eu estava totalmente sem forças, meio desnorteada.
Então, ele colocou a minha cabeça no ombro dele e o meu braço ao redor do pescoço dele. Um pessoal q tava perto começou a notar e perguntaram se eu queria água, ele respondeu q ss, mas q ELE queria cuidar de mim. Aí, n sei, oq deu em mim, mas, eu comecei a questioná-lo sobre o pq de ele ter feito td aquilo antes e ter me abandonado. (Eu sei, sou uma idiota. Mas, acho q até msm o meu consciente, antes daquela noite, n fazia ideia do quanto eu valorizava a amizade dele). Como ele n respondia, eu repetia e repetia. Mas, ele n me olhava nos olhos. Então, eu peguei o rosto dele para ele me olhar nos olhos. Foi, nesse exato momento, que a merda aconteceu.
Ele, simplesmente, me segurou forte e tascou um beijo de língua, daqueles de pegada msm. Eu estava enojada, n queria q ele me beijasse. N queria beijá-lo, n retribui o beijo. Tentei me desvencilhar dele, porém estava totalmente sem forças devido ao porre q eu tomei. Foi péssimo, td mundo lá. Ele alisando td ao alcance dele. Quando ele finalmente me largou. Eu disse um bom: KRL. Vc nunca muda msm. Eu estou interessada em outra pessoa. (Ele sabia disso) Msm, essa pessoa pela qual, por acaso, ainda estou apaixonada, namorava.
Então, ele ficou puto, falou q eu tinha provocado ele. E q ELE estava saindo cm outra pessoa, e que eu o tinha usado, apenas pq a pessoa q eu queria n estava disponível. Td mundo ouvindo. E eu sem forças NENHUMA para ao menos me defender. Me sentindo um nojo. Eu sei q foi “apenas” um beijo, mas para mim, foi muito mais q isso.
Como se já n bastasse, ele ligou para a melhor amiga dele, e contou td oq tinha acontecido. Me colocando óbvio como a bruxa sedutora da história. Tds ao redor observando, afinal nunca fui uma pessoa de ficar cm vários. Aí, a mãe do meu amigo q tava organizando a festa, veio e começou a gritar comigo (tb estava alterada e n era pouco). Ela gosta muito desse menino q me beijou e o defendeu, falando q ele era um menino responsável por já ter feito intercâmbio. E eu mal conseguia balbuciar algo.
Finalmente, quando ela parecia q ia voar em mim, um menino q estudou cmg há muitos anos, falou pra ela q já era demais. E me pegou e levou para longe da confusão. Foi aí, q eu desabei. Me senti suja, pelas coisas q ele falou de mim(tanto para a melhor amiga dela, quanto para as pessoas ao redor), pela forma como a mulher gritou coisas horríveis. E além disso, senti raiva de mim msm, por permitir me sujeitar àquele estado. Chorei muito, lembrando de td e dos problemas q estava passando. O beijo dele indo e vindo na minha mente. As mãos dele no meu corpo. Fiquei tão enojada, que tive que vomitar. E o menino me acalmando, dizendo q tudo iria ficar bem.
Aí, quando eu comecei a me sentir segura, pela primeira vez EM HORAS, ele perguntou se eu queria ficar com ele. N acreditei. Disse q n, e que queria q ele fosse embora. Justamente, nessa hora, minha amg chegou. Devastada.
Contando td a maior ressaca física da minha vida nesse domingo, que se seguiu, após a festa. Nd se compara ao porre q eu tive q aguentar nas semanas q se seguiram na escola. Foi horrível. Nunca dei muita importância para oq as pessoas falam sobre mim. Acho q oq me abalou mais, foi o fato de eu msm ter a msm opinião delas sobre mim. Isso me deixou no chão.
As pessoas que foram a festa contaram oq aconteceu as que n foram. Lembro de entrar no banheiro feminino e a rodinha de meninas pararem a conversa. Minhas amgs de outra sala me contavam oq elas falavam pelas minhas costas, porém sei q elas suavizavam por n quererem me ver pior do que eu já estava.
Os meninos foram os piores, principalmente, os amigos deles. Claro que n foram tds, teve até um menino q ficou puto da vida, aparentemente, ele era o único sóbrio da festa. E viu OQ realmente aconteceu. Eles ficavam me oferecendo bebidas e encontros. Além de olhares maliciosos.
Pelo menos, quando o isolamento começou eles pararam de mandar mensagens ou falar sobre nos grupos. Tive que sair da escola por motivos financeiros, oq ajudou bastante nas fofocas plm.
O meu ex-amigo teve a cachorra de me mandar mensagem, quando eu saí. Perguntando se eu estava bem, q ele ficou sabendo q eu estava saindo da escola. Para falar a vdd, acho q ele pensa q n me lembro de Nd daquela noite. Bloqueei o número dele.
Sei q foi “somente um beijo”, fico repetindo isso a mim msm, para minimizar a situação. Tento ocupar minha mente a td tempo. Mas, uma coisa difícil é vc fugir de algo q está encravado na sua memória. Quando lembro daquela noite, td a vergonha, nojo, esses sentimentos tomam conta como estivesse ocorrendo novamente naquele exato momento. Já chorei muito, muito msm. Pfv, se alguém chegou até aq e tenha algo a dizer, ficarei feliz se puder me ajudar. Tenho estado muito angustiada. N contei a ninguém esses mínimos detalhes.
submitted by PlayMoreZeppelin_ to desabafos [link] [comments]


2020.09.25 15:27 Kasvai As amizades enganam,por mais de anos

Apesar de já ter superado a situação,achei que seria legal compartilhar.
Em 2014 (Tinha 9 anos),uma menina veio pra nossa escola,como eramos crianças,todos os meninos achavam ela estranha e tinham medo dela,incluindo eu. Conversava de vez em quando com ela e continuava achando ela estranha. Vou chamar ela de Amanda aqui.
Em 2016,ainda na mesma sala,eu acabo por sentar no assento na frente dela e,por isso,começamos a conversar com frequência,descobri então que ela era alguém super legal,conversamos por muito tempo sobre animes,um hobby que eu estava começando a desenvolver,que ela já tinha desde criança. Conheci vários animes incríveis por conta dela.
Em 2017 nós formamos um grupo de amigos em comum,composto por 7 pessoas,e tivemos 1 ano e meio muito legal juntos,brincavamos,papeavamos sobre como seriamos quando crescer,morar na mesma casa e tals,conversas bobas que,pra mim,tinha muito significado.
Em 2018,o grupo entrou em conflito total,não vou revelar o motivo das discussões,porém envolveu todos,o que acabou nos separando,3 pessoas foram para outras escolas e 1 pessoa foi para outro grupo,sobrando eu,Amanda e uma outra amiga em comum.
Em 2019,nós três eramos o que restava do grupo,mas não se importamos muito,conhecemos uma outra garota que se juntou ao grupo,e selecionou a amiga em comum como a melhor amiga dela,nada demais até aí.
Este ano,os trabalhos eram complicados e exigiam algumas reuniões presenciais dos alunos nas casas ou na escola no contraturno,foi aí que eu conheci a família da Amanda,e percebi que o motivo dela ser tão estranha pra quem não conhece,era ela ser a sombra da irmã dela,tudo que ela fazia,a irmã era melhor,a irmã tinha influenciado ela a assistir animes,percebi que ela sofria por causa disso,e então tentei ajudar. Fizemos prova de admissão em outris colégios juntos,estudavamos juntos,conversavamos quase todo dia,e tudo isso me deu esperanças de que eu estava ajudando.
Amanda,do nada,começou a ficar um pouco possessiva pela nossa amiga em comum,não aceitava que do nada alguém tinha roubado ela,eu pensei que era por conta dos problemas com a irmãe comentei isso com a menina que havia entrado no grupo aquele ano,e ela disse que também percebeu que a Amanda estava ficando possessiva demais,a Amanda começou a me ignorar no colégio e eu não estava entendendo nada daquilo,isso durou umas duas semanas,até que tomei coragem pra confrontar ela e dizer sobre aquilo,então mandei uma mensagem,algo como:
"Você está ficando um pouco paranóica com a amizade das duas,dá um pouco mais de espaço pra elas,você tem outros amigos também,tipo eu ou a *******".
A resposta que eu recebi foi a coisa mais horrível que me aconteceu,foi algo tipo:
"Desde o começo eu odeio sua personalidade,não sei como você pensou que seríamos amigos".
E ficou por isso mesmo,a minha melhor amiga por mais de 3 anos,do nada me manda uma dessa,eu fiquei totalmente sem chão,desolado,lutei tanto por ela simplesmente pra nada,todos aqueles rolês,o cinema,as besteiras,as risadas,ter que ouvir que tudo aquilo era falso e que eu tinha sido feito de bobo foi horrível.
A história acaba no ano novo,quando alguns amigos no qual eu estava passando as férias na praia pegam meu celular e ligam para o número dela,no qual eu fico bastante irritado e desligo a ligação,ela me manda uma mensagem:
"Oi,por que ligou?"
A partir daí nós tivemos nossa última conversa,na qual não quero dar detalhes,e decidimos cortar nossas relações.
Foi alguns meses depois para superar isso,mudei de colégio e conheci novas pessoas,hoje a frase "Não chore por ter acabado,sorria por ter acontecido" é uma das minhas frases favoritas,por mais que,talvez,as risadas delas foram falsas,as minhas foram reais,e eu me diverti muito enquanto durou.
Edit: comi palavras
submitted by Kasvai to desabafos [link] [comments]


2020.09.24 21:11 BystanderChiasm Me chamaram pra sair pela primeira vez

Não é necessário, mas vou contar a história toda porque achei engraçado.
Ontem eu fui passear no mato aqui perto de casa e resolvi mandar uns snaps pra algumas pessoas (eu não tinha sinal de internet lá), foi legal, cheguei em casa, o Snapchat dizia que tinha um erro e que não foi possível enviar os snaps, então eu apertei em "tentar novamente" umas dez vezes. Até que uma menina me responde com "MEUU QUANTO SNAP"; o aplicativo tinha bugado e enviou as mesmas imagens 20 vezes pras pessoas.
A partir daí o papo desenvolveu, nos demos bastante bem e começamos a conversar sobre o passado. A menina é um ano mais velha que eu e estudou na mesma escola que eu no fundamental, eu, inclusive, comentei que quando eu tava na sétima série eu gostava dela porque achava ela bonita (já que nunca tínhamos nem conversado na vida antes de ontem), ela riu e disse que me achava bonitinho. Eu também não tinha (nem tenho) segundas intenções, mas gostei da conversa então viramos amigos.
Aí hoje estávamos conversando dnv, pipipi popopo, ela perguntou oq eu fazia nos fins de semana, eu falei que geralmente não saio de casa porque sempre acontece desgraça comigo (é história pra outro dia), e ela me convidou pra andar de quadriciclo com ela e a amiga dela (que é nossa amiga em comum). Eu fiquei meio sem jeito porque é a primeira vez que me convidam pra um rolê (com exceção de amigos de infância), disse que não podia (e não posso mesmo) nesse domingo, mas que talvez pudesse no próximo.
Sim, tem toda a questão da pandemia, mas minha cidade tem um número baixíssimo de contaminados e não ficaríamos tão próximos um do outro. Enfim, estou bem feliz porque eu não esperava ganhar uma amizade assim, nem que receberia um convite desses (nunca vi 90% das amizades que fiz pela internet com pessoas que moram na minha cidade).
submitted by BystanderChiasm to desabafos [link] [comments]


2020.09.23 02:23 sifodavodaoku Eu fui um retardado e hoje me sinto extremamente mal com isso

É... No colégio, eu conheci uma garota, ela era incrível, mas naquela época eu era meio podemos dizer que, babaca, diversas vezes eu estraguei ótimas conversas simplesmente por querer ser melhor que todos, eu não sei explicar bem, mas, eu simplesmente me sentia muito bem fazendo aquilo
E é aí que entra a menina citada anteriormente
Em maio daquele ano, eu tinha mudado de casa, eu fui pra um bairro completamente novo, aonde eu não conhecia absolutamente ninguém, na escola eu também não conhecia ninguém, por sorte, eu sabia rimar, e assim consegui me "infiltrar" nos grupinhos que já estavam formados, porque todos ali se conheciam (pelo menos na minha sala), eu formei amizade com quase todos meninos da minha sala, mas pra falar com meninas eu era horroroso, até que, 2 meses depois (ou seja, julho) eu comecei a falar com algumas meninas (isso pode ser meio pejorativo, mas elas eram as mais chatas daquela classe, afinal, começamos de baixo não é mesmo?)
Até que eu conheci ela, todos da sala gostavam dela, e eu admito e todos daquela sala sabem, ela era bem burrinha, mas era muito bonita e "patricinha"
Digamos que absolutamente TODOS daquela sala queriam estar com ela, e eu, não sei se por sorte ou azar, consegui me aproximar muito dela, muito mesmo, eu tinha o número dela e tudo mais, por isso começamos a conversar, muitas vezes de madrugada, naquela época eu usei de desculpa que eu estava com sono (mas espera, usou essa desculpa pra que ocasião?)
Bem, um dia, conversando sobre trabalhos da escola ela me falou que sentia algo por mim, logo eu, jovem emocionado, comecei a me ser um BABACA, comecei a dizer que não gostava dela e nunca tinha sentido nada (isso era, como já explicado, pra eu me sentir melhor que ela, assim meio que pisando nela) quando na verdade, eu já tinha múltiplos planos pra me declarar pra ela kkk
No dia seguinte, ela foi a aula, e eu também, pagando de "bonzão" por ter recusado e "tirado" com a cara da garota mais linda da sala.
Quando eu percebi que tinha sido um babaca, já era meio que tarde demais, ela me bloqueou e me ignorou o resto do ano inteiro, e pior ainda, com, ela um mês depois de tudo, assumiu namoro pra todos da sala, com meu melhor amigo
Eu parei de fazer o que fazia, nós no ano seguinte fizemos as pazes, até cogitamos namorar, mas ela mudou de casa, e desde então nunca mais vi nem falei com ela
submitted by sifodavodaoku to desabafos [link] [comments]


2020.09.22 00:17 maurocaa Não consigo me importar com ninguém

oi, tenho 18 anos. Sempre fui uma pessoa que os outros normalmente gostam de ter por perto, muitas pessoas me chamam pra sair, pra esse tipo de coisa e parecem se importar comigo, no entanto, de uns tempos pra cá o meu número de amigos tem caído, e parece que sempre que eu eu faço uma amizade sólida, o destino prega uma peça em mim e algo da errado, por exemplo, eu tinha um grupo de 3 amigos na faculdade, era demais, as resenhas eram do caralho, os rolês também etc, mas os 3 saíram do curso no final do primeiro semestre, dois mudaram de curso e o outro de estado, enfim, vamos ao problema em si.

Eu comecei a perceber que eu tinha dificuldade de me importar com os outros quando eu tava saindo com uma menina, no primeiro mês foi tudo incrivelmente bem, as nossas saídas eram incríveis, o sexo maravilhoso, as conversas ótimas e tudo mais. No entanto, ela sofre de depressão e ansiedade, toma remédio e tudo, e aconteceu que em um certo dia, ela tava tendo uma crise de ansiedade e eu fiquei em choque, eu não sabia o que fazer. Eu simplesmente travei, não conseguia falar nada, e isso acabou comigo falando coisas do tipo: "você quer que eu faça algo pra você" e etc mas isso parecia não surtir efeito algum.

E a partir desse ponto, as crises começaram a ficar mais e mais frequentes, no entanto, eu no fundo não parecia me importar, mesmo eu querendo ajudar ela, não sei se porque eu não sabia o que eu deveria fazer ou se eu realmente não me importava mesmo, mas a cada crise que ela tinha eu parecia mais e mais não me importar. E eu considerava que eu amava ela, ou pelo menos achava que amava. Eu fazia de tudo para sair com ela, considerando que na época eu não trabalhava, meus pais nunca me deram muito dinheiro e ela morava relativamente longe de mim, mas mesmo assim eu sempre tentei de tudo e dava meu jeito, eu sentia ciúmes e imaginava um bom futuro com ela (mesmo a gente não tendo nada sério).

Resumindo, depois de muitas brigas, idas e vindas, em um dia qualquer quando eu achava que estava tudo bem entre nós, ela me chamou no WhatsApp e começou a falar que eu não me importava com ninguém, que eu não tinha nenhum amigo verdadeiro, que eu era um monstro, que ela fazia de tudo por mim (e realmente, ela sempre me ajudou com as coisas, com meus problemas etc) mas que eu nunca fazia nada por ela e paramos de nos falar de vez.

Depois disso eu comecei a pensar e analisar os meus relacionamentos e comecei a ver o quanto eu cagava pros outros, o quanto eu não conseguia fazer nada perante os problemas das pessoas e como todo mundo sempre me ajudou quando eu tava na merda, e isso tem me deixado muito mal e triste, a ponto de eu ter medo de começar novos relacionamentos seja de amizades ou amorosos por conta disso, porque eu sempre acho que eu vou estragar tudo pelo meu jeito.

Eu realmente quero me importar, quero conseguir ajudar alguém que está triste ou algo assim, da mesma maneira que sempre me ajudaram, mas eu não consigo. Não sinto tristeza pelos outros, ou felicidade também, só consigo pensar em mim. Eu não me considero uma pessoa ruim, mas depois do que ela disse aquelas palavras não saem da minha cabeça, porque eu já fiz ela chorar, ficar triste e outras coisas mas ela sempre esteve ali pra mim, até a gota d'agua acontecer.

E não é a primeira vez que algo assim acontece, parece que sempre que eu tento me relacionar com alguém algo da errado, não sei se isso é tudo uma grande trollagem da vida, mas já teve caso de menina querendo se matar porque tinha ficado comigo, de gente que quase fugiu de casa porque tava saindo comigo, enfim, eu pareço que estrago tudo em que toco.

Mais recentemente, eu comecei a conversar com uma gatinha que eu conheci em uma entrevista de trampo, ela é tão gente boa e parece gostar de falar comigo, mas quando recebemos o resultado da entrevista, na qual eu fui aprovado e ela não, eu só consegui ficar triste pelo fato de que ia ser mais difícil de ter um contato diário com ela, e não pelo fato de que ela precisava muito do emprego, talvez mais do que eu. E agora eu fico com tanto medo de conversar com ela e estragar tudo pelo fato de que eu sei lá, sou eu. Tanto que fiquei uns 5 meses sem falar com ela, e mesmo assim quando eu postei uma foto ela foi lá, comentou e desde então vem puxando assunto comigo direto, e eu me sinto mal porque eu não consigo e nem tenho vontade de iniciar uma conversa com ela, e sinto que isso no fundo vai acabar desgastando a nossa relação, assim como aconteceu com todas as outras pessoas. E olha que essa eu também imagino um futuro, tenho ciúmes e tal, mas eu não consigo fazer nada.

Enfim, esse foi meu desabafo, não se se isso tem haver com alguma insegurança minha (tenho inúmeras, principalmente relacionadas a minha altura e pelo fato de que eu acho que vou ser trocado por alguém mais alto do que eu a qualquer momento, tenho 1.68m) e isso fez com que eu construisse essa barreira ou sei lá o que, mas eu só quero ser normal, me importar com os outros, assim como eu era quando criança. Lembro que minha mãe sempre pedia conselhos para mim, e eu sempre conseguia resolver os problemas dela. Hoje em dia quando ela vem com algum problema parece que sempre eu entrego a solução mais genérica possível ou faço alguma graça, tanto que ela sempre fala que quando eu era menor eu era o melhor conselheiro do mundo, e hoje em dia não.

Desculpa o post longo, sei lá, desabafei.
submitted by maurocaa to desabafos [link] [comments]


2020.09.03 20:16 OrbitingMoon Minha visão de mundo sempre foi meio distorcida

Quando moleque eu era meio bagunceiro, fazia muita merda, às vezes puxava briga, mas não sabia me defender depois, mas mesmo assim eu tinha alguns amigos. Quando eu entrei na quarta série eu tinha engordado um pouco, e na minha sala tinha um repetente. Nossa relação inicialmente foi bem normal, mas eventualmente começamos a nos dar mal e ele começou a me bullynar. Da quarta até a oitava série, quase que todo dia, eu tinha que lidar com isso (escola pequena, só tinha uma turma por série), eu era muito triste na época; matava aula sempre que podia, porque lá tudo que me esperava era zoação e eventuais brigas (que eu sempre perdia). Eventualmente todo mundo cresceu e parou de fazer isso, e o bullying acabou.
Mas não foram só flores depois daquilo, é óbvio que aquilo fudeu comigo, durante aqueles anos eu tentei suicídio no mínimo umas duas vezes, e toda noite antes de dormir eu desejava que ou eu ou ele morressemos, porque eu não aguentava mais. Quando acabou, eu tinha uns 14 anos, estava no nono ano, nunca havia tido uma amiga mulher, nunca dormi na casa de um amigo, não sabia fazer amizades, não sabia sorrir, era tímido, não sabia conversar, não tinha nenhum amigo de fora da escola, e mesmo dentro dela, só tinha dois ou três amigos de infância. Eu basicamente ainda era tão socialmente desenvolvido quanto uma criança de 10 anos (talvez até menos).
Enfim, eu não ligava pra isso, eu podia fazer amizades virtuais, certo? Sim, e eu fiz alguns bons amigos, mas eventualmente eu perdia todos eles porque eu não tinha escrúpulos e falava demais, coisas pessoais, íntimas, enfim. Eu não sabia manter amizades, eu era "estranho" demais pra isso. Mas um cara, ainda assim, me suportava, ele era bastante compreensivo e me aturava, incentivava-me a estudar, conversar com meninas ou outras pessoas, mas eu não levava ele tão a sério, até que eu entrei no ensino médio. De repente eu percebi o quão inútil eu era, e como eu não sabia de nada que deveria ser senso comum (eu, com 15 anos, não sabia nem o que significava ficar com uma menina).
Eu pedi muitos e muitos conselhos para aquele meu amigo, e ele me ajudou bastante, eu fiz minha primeira amiga mulher graças a ele! Mas eu ainda era muito estranho, então com o tempo perdi tanto a amizade dele quanto a dela. Eu era bastante triste na época, tinha muitas inseguranças, mas ainda assim me esforçava o máximo que podia para fazer amigos. Foi, também, nessa época que eu fiz minha primeira melhor amiga, eu amava ela demais, uma vez brigamos e ficamos alguns meses afastados, fiquei deprimidíssimo por um tempo, considerei suicídio porque não tinha mais ninguém. Mas uma hora eu acabei melhorando e me tornei capaz de ser mais normal, conseguia conversar numa boa, já tinha alguns amigos, fazia novas amizades e tudo mais.
Ainda assim eu ainda tinha uma visão bastante distorcida do gênero feminino, ainda não tinha experiência nenhuma com nada remotamente sexual, inclusive, participava de fóruns de incels, acreditava fielmente na blackpill (tua aparência determina teu sucesso na vida), e mais um monte de besteiras que eu lia nos fóruns. Um dia, porém, uma menina chegou em mim (eu nunca havia visto ela na vida), e pediu pra ficar comigo, eu logicamente aceitei, estava desesperado por uma companheira e por ter essas experiências "normais" que todo jovem tinha. Ela me deu seu número de telefone e ficamos conversando pelas próximas semanas, e que semanas...
Aquela mulher acabou de verdade comigo, só reforçou as visões que eu tinha do gênero feminino que eu via na internet. Ela foi a pior mulher que eu poderia ter encontrado para ser com quem eu teria minhas primeiras experiências envolvendo pegação e afins. Ela era uma pessoa horrível, dizia ter nojo de velhos, falava muita merda pra mim, era burra, mas muito muito muito burra, já tinha 20 anos e não tinha nem terminado o fundamental. Ainda assim, eu não tinha mais ninguém na época, e embora eu não gostasse dela, ainda assim queria experienciar o que era a pegação, então quando começamos a trocar nudes, ignorando como ela abaixou minha autoestima na época porque eu não era superdotado como ela queria, eu sentia uma sensação de poder porque ela me mandava fotos dela sempre que eu queria, eu atribuia isso à minha aparência (sou bonitinho, e segundo os fóruns, era só disso que alguém precisa para ter sucesso na vida).
Eventualmente, meio enojado com ela, decidi que não queria mais ela na minha vida, e cortei contato, voltando a estar sozinho. O engraçado é que aquilo me "traumatizou", e eu me recusei a ficar com alguém depois daquilo, inclusive uma menina que era minha vizinha (pensando agora, se ela tivesse sido a primeira pessoa com quem eu fiquei, eu nunca teria passado por esse monte de merda). Eventualmente eu fiz alguns amigos (homens) e fui pra algumas festinhas pela primeira vez, foi bem bacana, passei mal na primeira vez bêbado), mas eu ainda não queria me envolver com mulheres por medo daquilo se repetir.
Com o tempo eu deixei a visão incel que eu tinha do mundo e da mulheres de lado, mas ainda assim eu tinha uma visão distorcida da vida real. Esse ano eu conheci uma menina pela internet, e ela vem me ajudando bastante com isso, ela é bem bacana, e vem me ajudando a superar o medo que eu tinha de tudo isso. Claro, ela, de certa forma, me decepcionou bastante, foi bem deprimente quando eu percebi que eu não vivo num filme de amor adolescente, sabe? Eu acreditava que encontraria uma menina inexperiente como eu, então namoraríamos e aprenderíamos tudo juntos, seríamos felizes para sempre! Embora ela more perto de mim, ainda é longinho então nunca nos vimos pessoalmente, então embora eu ainda seja bobão quando o assunto é pegação, pelo menos agora, graças a ela, estou disposto a mudar.
Inicialmente eu tinha um crushzinho por ela, porque ela parecia ser o modelo de menina perfeitinha que eu tanto desejava, mas ela é humana, assim como eu, tem defeitos, temos diferenças, e eu fico feliz por ter percebido isso. Eu, ainda não entendo direito como eu cheguei nessa conclusão, mas eu tinha a visão de que toda menina busca um romance enquanto todo cara só quer pegação, e foi um puta choque de realidade quando eu percebi que não era assim, até a menina que era super babaca comigo queria um namorado, ela não quer????
Finalizando, peço desculpas se a coesão do texto tenha ficado ruim (sempre foi meu ponto fraco na escrita de textos) ou se eu omiti algum detalhe importante sem querer. Foi um tempão, fiquei muito tempo vivendo de ilusão, achando que o mundo fosse como um conto de fadas, mas é bom poder saber que agora, depois de tudo isso, eu já não sou o moleque esquisito que eu era há alguns anos. Obrigado se você leu até aqui :)
submitted by OrbitingMoon to desabafos [link] [comments]


2020.08.17 20:07 mykiiss_fray Uma história pra lá de estranha

Bom dia/boa tarde/boa noite.....Olá turma se cuidem...Oi Luba tá linda sua barba, Oi coisinhas fofas (são as gatas kk), editores maravilhosos e improvável mas possível convidado. Hoje nem sei que faço da minha vida..mas irei contar uma história vergonhosa que nem sei se é vergonhosa kkjkjjk.
Começa assim.. Estava eu no ano de 2019 me preparando para o começo das aulas e claro ansiosa para oq vem. Nos primeiros dias foram normais e tals. Eu me inscrevi novamente no handebol q tinha na minha escola e como sempre saber se minhas amigas tinham se inscrito tbm. Bom vou adiantar um pouco se passaram-se 3 meses, já estamos em Maio. Como disse me inscrevi no handebol novamente (era goleira uma das melhores e mais nova na turma). Em maio teve campeonato. Nesse dia eu e vários amigos meus nos encontramos na escola e fomos subindo uma rua...que MISERICORDIA já foi o alongamento kkk. Chegando lá no Céu São Matheus (o campeonato sempre são feitos lá), minha escola era uma espécie de casa vamos dizer assim, ent meu treinador cuidava de todos seus atletas certo. Ele conversava a escola para deixar a gente levar lanche pra come lá (a gente tinha que subi um morro carregando o lanche mas tudo bem pelo menos tinha né) cada um tinha um saquinho com:
1 maça, 2 toddynhos, 2 bolachas integrais, 1 pão com queijo e 1 suquinho (eu sou intolerante a lactose te entendo Luba) .
Msm tendo tudo isso pra come meus amigos e eu sempre levávamos outros lanches pq ss. Organizamos as coisas no canto das bancadas deixando nossas mochilas lá, que ficou sobre o cuidado do Karls (Karls pq se parece com o nome dele). Eu perguntei q Karls é esse? Ai qnd eu olhei pra ele nossaaa..senti nada de especial só não gostava do menino (explicação pq nn gostava dele: ele chifrou minha irmã) CONTINUANDO NÉ.. fui treinar um pouco pro campeonato na quadra e tive q voltar pra bancada q fica do lado da quadra pra pegar minha garrafinha de água.."em fala nisso se hidratem"...minha garrafinha estava na minha mochila perto do Karls, perto nn literalmente no pé dele. Eu como sou educada pedi com muito respeito com ele:
-Tira esse pé enorme da minha mochila Karls nunca vi--disse eu nervosa.
-Oxe pega logo ent pera de me encarar Isals--disse ele com cara de pau da caracolis.
Ent eu peguei minha garrafinha e fui indo voltando pra quadra (contando q eu estava com o uniforme pra joga, um short preto e uma camiseta com manga comprida cinza com o número 1). Karls pela minha surpresa veio por trás e me abraço. Eu sou tão burra q deixei né (eu tinha uma quedinha por ele flnd a vdd). Karls me soltou 2 minutos dps q apitou e q iria começar o jogo. No jogo como disse eu sou goleira, estava plena no gol qnd veio uma menina correndo do time inimigo batendo a bola, miro e jogo pro gol. Mano do céu...qnd eu fui defender foi BOOOOMMMM na minha testa e meu óculos caiu no chão e eu cai junto (nn sei pq motivo estava de óculos mas tudo bem). Na hora veio uma multidão pra ver oq tinha acontecido cmg. Eu falei na maior calma e chorando do mundo:
-MEUUUU ÓCULOSS, AIII MINHAAA TESTAAAA
Meu treinar pego meu óculos me mostro q nn tinha quebrado nem minha testa aliás. Ele pergunto se eu queria sair eu claro q escolhi a opção de continuar no gol é claro. No final a gente se divertiu muito rindo de mim e infelizmente não ganhamos. Na saida eu e Karls por algum motivo do mundo ficamos conversando sozinhos e para minha surpresa ele meio q gostava de mim fazia um tempo. Já tinha acabado o campeonato ganhamos algumas partidas e algumas nn. Qnd eu minha irmã (q tbm tava no campeonato cmg e tbm era goleira junto cmg) e minhas amigas fomos embora pra casa o Karls veio e me abraço e foi embora com a gente. Dps de um tempo eu e Karls ficamos juntos e começamos a namorar (eu sei q ele chifrou minha irmã e tals mas eu gostava dele e ele de mim eu acho) e terminamos 5 meses dps. No final das contas meu pai descobriu q eu estava namorando com Karls q tinha 15 anos e eu 13 anos (nn julguem) e resolveu me trocar de escola, e pq tbm minha irmã tava ficando depressiva naquela escola. O melhor amigo de Karls q hj em dia é meu BFF, terminou a amizade pq Karls estava mentindo pra mim e tinha me engando. Meu pai me isolou e tbm a minha irmã do mundo colocando a gente em escola particular e tirando qualquer q seja a comunicação com nossos antigos amigos, não deixou a gente sair mais e nn deixou a gente assistir Luba. Essa época foi dificil viu. Mas agr esta tudo bem kssk
Obrigada pela atenção turmas e turmos..beijos pra quem quiser <3
submitted by mykiiss_fray to u/mykiiss_fray [link] [comments]


2020.08.12 15:44 sairennorebi Fui a babaca por contar a história de como eu e meu marido nos conhecemos? #Turmafeira

Oi Luba, editores, possível convidado virtual, gatas, papelões sobreviventes e turma que está a ver, quero muito participar por que preciso saber se eu fui a babaca na história.
Bom Luba, eu tinha uns 18 anos na época e minha amiga a mesma idade que eu, vamos chama-la de Karla para não expor. Nós éramos melhores amigas desde crianças. Somos da mesma igreja e, após eu ter um término com meu ex namorado entrei pra um dos grupos que tinha na minha igreja que ela participava. Assim que eu entrei reparei em um rapaz que também fazia parte e logo eu dei uma desculpa para pegar o número dele e começamos a conversar cada vez mais, vamos chamar ele de Carlos. Um tempo depois que estávamos conversando comecei a gostar dele e como eu e a Karla éramos melhores amigas eu fui contar pra ela. Quando contei ela disse que também gostava dele mas que não tinha tido coragem de chegar nele. A questão é que a Karla realmente é mais tímida que eu, mas ela conhecia ele antes de mim e não tinha me falado nada. O clima ficou meio tenso por um tempo e eu até pensei em me afastar do Carlos, afinal não queria perder a amizade dela, mas um tempo depois, quando as coisas estavam começando a ficar mais normais, Calos veio me falar que o melhor amigo dele estava gostando da Karla, vamos chama-lo de Tiago e que queria saber como chegar nela. (Ps. Carlos descobriu que eu e a Karla estávamos gostando dele pela mãe do Tiago, ela era líder desse grupo da igreja que participávamos.) Tiago também era muito tímido então não tinha muita coragem de chegar na Karla mas com algumas dicas ele conseguiu e os dois se aproximaram. Eu e o Carlos começamos a namorar e pouco tempo depois a Karla e o Tiago também, o que era bem legal por que saíamos juntos e éramos um grupo de melhores amigos. Tenho que deixar claro também que Tiago, com o passar do tempo começou a dar sinais de ser meio babaca com a Karla, como fazer ela sair de um emprego que ela estava ganhando muito bem pra ir pra outro que ela ganharia salário mínimo só porque no primeiro ela tinha que ir super arrumada pro trabalho (era corretora de imóveis), isso por que ela ainda está não era formada e tinha que pagar sua própria faculdade por que os pais dela não tinha condição, enquanto ele era formado e não trabalhava e ficava o dia todo em casa jogando.
Passaram-se anos nesse meio termo e Carlos e eu começamos um relacionamento a distância por que ele foi estudar medicina em outro país, e mesmo assim continuávamos juntos e com uma relação muito boa. No último ano, eu já tinha 22 anos, estava nas férias e Carlos estava comigo e fomos no aniversário da irmã de Tiago (ela era muito minha amiga e do Carlos também) e tinha outra amiga nossa lá, vamos chama-la de Larissa, ela veio me contar que tinha começado um relacionamento e que tinha começado meio errado e que tinha sido muito complicado e que estava com medo de por ter começado errado dar tudo errado (detalhe eu estava noiva do Carlos nesse dia e já estávamos próximo do casamento). Com ela me contando isso resolvi contar pra ela como foi o começo do meu relacionamento com o Carlos e como foi difícil porque eu tinha uma amiga que gostava dele, mas eu troquei todos os nomes e não expus ninguém, para mostrar pra ela que as vezes começa difícil como forma de provação pra ver o quanto as pessoas se gostam mesmo, mas que no final podia dar certo. O problema foi que a Karla e o Tiago estava perto e eu não vi, ela escutou tudo e ficou muito puta comigo. Fiquei sabendo depois que o Tiago tinha brigado muito com ela, falando que ele tinha sido o resto, que na verdade ela queria ter ficado com o Carlos (eles já tinham mais de 3 anos de namoro), sendo que ele sempre soube do começo da história, até por que foi a mãe dele que contou tudo pro Carlos. Resumindo ela ficou muito brava comigo e hoje não olha nem na minha cara, detalhe, eles eram nossos padrinhos de casamento e depois disso tivemos que achar outro casal às pressas por que estava perto do casamento. Durante a briga eu disse pra ela que ela estava deixando o Tiago decidir tudo da vida dela inclusive quem ela seria amiga e por isso ela estaria se afastando de mim, mas ela diz que eu inventei toda aquela história e que ela nunca tinha gostado do Carlos, sendo que tem outros amigos nossos que viveram esse momento conosco e sabem que é tudo verdade.
Atualmente estou casada com o Carlos e estamos vivendo muito feliz com ele no Peru (onde ele faz medicina). Ela continua o relacionamento com o Tiago e até onde eu sei ele está morando em outra cidade mas ainda controla cada movimento dela, não deixando ela ter amigos que ele não queira e nem fazer nada que ele não deixe. A mãe dela (muito amiga da minha mãe) detesta o Tiago e tudo que ele tem feito com a filha dela, que antes era uma menina feliz e alegre, agora vivia triste e chorando.
Então, eu fui a babaca por ter contado a história de como eu e meu marido nos conhecemos para uma amiga?
submitted by sairennorebi to u/sairennorebi [link] [comments]


2020.07.10 16:25 Fllopsy Eu não tenho amigos, eu não tenho ninguém.

Com exceção dos meus pais, que me amam muito, é claro. Esse é mais que um desabafo, é um pedido de ajuda. Mas eu explico:
PARTE1 Sou um adulto (26H) que cresceu com TDAH sem saber (recebi diagnóstico apenas ano passado. Estou em tratamento). Como tal eu era uma criança super animada, o verdadeiro líder das brincadeiras. Mas com o passar dos anos eu comecei a me tornar "a criança diferente". A partir da quinta série (atual sexto ano) a coisa desandou, a ponto de, na saída do colégio, todas as turmas fazerem um corredor polonês pelo caminho que eu passava para me xingar (palavras como lesado, retardado e doente mental me dão um frio na espinha até hoje por conta desse dia).
PARTE 2 Meu mecanismo de defesa inconsciente diante dessas situações foi desenvolver uma necessidade constante de aprovação (a final, quem lá sabia o que era TDAH nessa época? Depressão nem era "cool ate então), eu precisava mostrar pra todos que eu era legal, que eu era descolado, que eu era "normal". Vocês conhecem o Boça do Hermes e Renato? Pois então, eu era o boça, e isso não é força de expressão nem linguagem figurativa, só faltava mesmo nariz e o sotaque "mooquense" (se não conhece o boça, pesquisa no YouTube. São episódios bem engraçados). Eu certa vez adicionei o número dos bombeiros, polícia, SAMU e até da defesa civil (!) na agenda do meu celular, só para ficar com incríveis 12 contatos e as pessoas não me acharem tão fracassado (o resto dos números eram da familia. Por "sorte" meu pai tinha 3 números). Resultado? Eu esqueci quem sou, vivi com máscaras para ser aceito. Deu certo? Claro que não. Eu era/sou forçado, incoveniente, "lesadão".
PARTE 3 Essa época era por volta dos 15 anos, ia pra igreja apenas para conversar com uma menina (que, advinhem, se tornou o amor da minha vida na época). A L (vamos chama-la assim) me acolhia bem, era minha melhor amiga, a ponto de chamar minha mãe de mãe (mas eu não era o irmão hahaha). Por ela e sua irmã estudarem no colegio mais descolado da cidade, acabei conhecendo várias pessoas que eram seus amigos. O que um rapaz de 15 anos, com hormônios a flor da pele e que não tinha amigos faria num ambiente com tantas meninas bonitas e populares? Exatamente... Em uma festa de 15 anos de uma dessas meninas (uma das duas únicas festas de debutantes que fui na época, em que a outra festa nem convidado fui) fui ridicularizado no meio do salão, pelo microfone ainda mais, quando a aniversariante, ao agradecer a todos, soltou "obrigado a todos que vieram, menos ao (eu) porque ele é chato" (todos riram. Não risada a toa, mas risada de concordância). Aliás, L se casou recentemente, mãe de duas filhas (lindas) fui convidado. Reencontrei a todos e, como estao maduros, fui relativamente bem recebido. Como não tenho tato social, porém, não saiu disso
PARTE 4 (final) Desde pequeno sempre tive uma inteligência acima da média (modéstia parte). Não no sentido de saber tudo, mas no sentido de aprender com extrema facilidade. Como a depressão virou distimia (um tipo severo de depressão que não ocorre em ciclos, mas sim de forma constante, 24h por dia, todos os dias), como efeito colateral do TDAH não tratado e do complexo de inferioridade causado pela adolescência, perdi todo o ânimo para estudar. Meu sonho sempre foi fazer engenharia civil (e só posso fazer em federal, dado a falta de recursos) demorei bastante pra passar (na época era o terceiro curso mais concorrido aqui da federal). Fiz amigos? Não. Eu já estava tão machucado socialmente que eu me isolei. Eu me isolei de tudo e foi aí que perdi de vez o tato social (eu era aquele carinha que sentava na última cadeira, distante 5 cadeiras da pessoa mais próxima, já que a sala é grande). Por sorte, consegui uma bolsa de intercambio, o melhor momento da minha vida. Fiz amigos? Também não. Chegamos a hoje. Sem motivação para ir para a faculdade, já que não tenho com quem compartilhar as novidades (que nem tenho na real) e ouvi as histórias dos amigos. No desespero aprendi algumas técnicas de persuasão, eu realmente fiquei bom nisso (dai que consegui o intercâmbio), a ponto de fazer as pessoas me admirarem mas o "logo após", eu não sei fazer. Não sei criar laços. Já comecei a namorar, mas sempre terminava 2 meses depois. Conheci uma menina na quarentena, ela parecia apaixonadinha. Mas sumiu, me bloqueou, alegou "eu não quero mais nada com você. Você está sendo chato". Até converso hoje em dia com algumas pessoas da faculdade e sinto um interesse genuíno deles em desenvolver amizade comigo. Mas não consigo, não que eu sinta medo ou não queira, mas eu simplesmente não sei fazer. O "deixa rolar" não funciona porque eu simplesmente não tenho instinto algum de amizade. Enfim. Com o tratamento a depressão melhorou, o ânimo aumentou (muito), consigo me dedicar ao que me dá prazer, construí um curriculum invejável graças a tudo isso mas a parte social? Ah... Isso eu nunca aprendi. Sigo sozinho e, apesar de sonhar muito com uma família linda, com filhos e um cachorro, eu estou começando a abandonar esse sonho e acreditar que, de fato, nunca vou aprender a ser um ser social. As forças para enfrentar esse mundo acabaram (mundo no sentido de "socialização").
Se voce leu até aqui, meu muito obrigado. Estava entalado (não. Ninguém sabe que dentro de mim se passa essa tempestade. Nem meus pais). Puta mundo injusto, meoooo
submitted by Fllopsy to desabafos [link] [comments]


2020.07.08 06:42 ridicula_27 Como ser "apaixonada" por três pessoas totalmente diferentes

Ok, isso é muito confuso, eu que vivo isso admito que é confuso, então vou utilizar nomes fictícios pra tentar explicar melhor e que fique um pouco mais fácil de tentar entender. Essa história é enorme aviso logo, então pega um café e se senta.
Eu mudei de escola quando eu comecei o 1° ano do ensino médio, numa escola integral, passo o dia todo lá. Nessa escola eu conheci uma menina que se chamava Isabella, que era muito legal, gentil e as gente combinava em muita coisa como gosto musical, séries e coisa do tipo, ou seja, tínhamos muitas coisas pra poder conversar. A gente era grudada na escola, tipo muito, claro que a gente era aberta pra outras pessoas mas sempre estávamos juntas. E depois de um mês desde que eu conheci a Isabella, eu comecei a gostar dela, mas eu tava muito limitada por ter acabado de sair de um "relacionamento" muito abusivo, me sentia mal por gostar dela, pq esse outro relacionamento começou quando eu vi que eu tava caída de amores por uma amiga (que a propósito não tenho mais nenhum contato com ela por tanto mal que me fez), então eu fiquei muito assustada por estar acontecendo a mesma coisa com a Isabella, medo que ela pudesse me faz mal como a outra fez ou pior. E pra correr dessa situação toda me afastei da Isabella, que veio conversar comigo pra entender o que tava acontecendo. Contei toda a história dessa menina pra Isabella mas também escondi o fato que eu estava gostando dela como algo a mais, com medo de que ela se afastasse de mim. Isabella entendeu bem minhas limitações e continuou do meu lado. Nesse mesmo mês, Isabella começou a ter várias crises de ansiedade por não se adaptar a escola e as pessoas de lá, ela não se sentia bem e faltava muito as aulas e foi nesse tempo que eu conheci um menino que seu nome era Kaio, e a gente era tão inseparável quanto eu e Isabella, ele vivia na minha casa, dormia, almoçava, a gente saía, então viramos melhores amigos. Sempre estávamos juntos, e por mais que Isabella tivesse me confidenciado que sentia certo ciúme do Kaio por eu estar sempre com ele, ela começou a falar com ele, e logo também viraram muito amigos. Um dia, eu fui na casa de Isabella pra fazer um trabalho com ela, e lá eu descobri ela tinha uma gêmea. Sim, uma gêmea, e o nome dela era Isadora, e ela não estudava na minha escola. O problema foi que quando eu estava lá na casa delas, Isabella saiu pra cozinha sem explicação nenhuma e me deixou no quarto com a Isadora, que começou a puxar assunto comigo sendo muito gentil e tão legal quanto a Isabella.
Conversamos muito, conversei mais com Isadora do que com a Isabella, que era a que eu estava com mais vontade de conversar. Isadora me tratou muito bem, e pegou meu celular salvando o número dela nele. Enfim, fui embora da casa delas e comentei com o Kaio sobre a Isabella ser gêmea e ele já sabia, o que me deixou muito desconfortável, não sei dizer o pq. Ele perguntou se ela era bonita quanto a Isabella, e eu disse que sim, as duas tinham uma beleza invejável o que não é mentira e Kaio sabia que eu tinha uma queda pela Isabella e sabia que eu era lésbica. Ele falou que iria fazer amizade com Isadora e eu não liguei tanto. Duas semanas se passaram e eu comecei a conversar muito com a Isadora, tipo mesmo, quase 24hrs por dia, com uma mensagem de manhã às 6 hrs até uma ligação de duração de 2 ou 3 hrs até 3 ou 4 da manhã. Nossa ligação era muito forte, mais tão forte que dizíamos o fatídico "eu te amo", que eu nunca levei pra um lado a mais, pq eu estava ainda muito caída pela Isabella, e Isadora sabia que eu estava gostando da irmã dela. Isadora sempre foi uma âncora pra tudo que eu passava em casa, e eu realmente prezava ela mais do que a mim. Mas tudo mudou quando Kaio veio conversar comigo sobre estar muito muito apaixonado por Isadora. Eu não sabia que eles conversavam do jeito que Isadora e eu conversávamos. Ela ou ele nunca me disseram nada. Quando ele me falou o que sentia por ela eu fiquei muito feliz, mas com um incômodo que eu não sabia explicar o que era. Kaio sempre foi um menino um pouco difícil por assim dizer, pouca gente gostava dele, pq ele era um babaca completo e eu sempre passei pano pra ele, então eu que sempre estava com ele, nós três na vdd, eu, ele e Isabella. Kaio e eu fomos na casa das gêmeas e foi lá que a merda começou. Kaio e Isadora se beijaram na minha frente. Isabella preferiu ficar no quarto dela, eu tentei ir com ela pra não ficar de vela, mas achei melhor não invadir o espaço dela. Então fiquei de vela pro Kaio e Isadora, não se beijavam mas sempre estavam se tocando. E nesse momento eu descobri que eu sentia atração por Isadora do mesmo jeito que Kaio sentia. Foi então que o inferno começou.
Kaio se declarou pra Isadora, que também disse que gostava dele, o que deve ter ativado alguma coisa na cabeça dele que ele começou a agir mais babaca do que ele já era, tratando as pessoas mal, se achando, se mostrando. Eu me sentia muito mal com a situação da Isadora, pq a Isabella mal falava comigo pq faltava muito as aulas, e a Isadora "retribuia" o que sentia por ele, e comecei a tratar ele mal na mesma moeda, porém sendo muito mais agressiva nas palavras. Um dia, eu notei que ela continuava a dizer que me amava e não dizia isso pra ele, pq sim eu ainda falava com ele mesmo odiando tudo que ele fazia. Mas um dia Isadora parou de falar comigo, sem motivos aparentes, e eu não aguentei mais e falei muita coisa com Kaio, culpando ele de muitas coisas inclusive de ter tirado Isadora de mim, foi feia a briga, tanto que a gente quase caiu no soco. Tiveram que me segurar pra que eu não fazer besteira e acabar sendo expulsa da escola. Eu parei de falar com Kaio a partir daquele dia. Isabella viu a "briga", que aliás, a escola toda viu. Ela contou pra Isadora o que aconteceu, que me ligou perguntando o que tinha acontecido o pq eu tinha brigado com ele, e eu só chorei feito um bebê e contei pra ela o que eu sentia por ela. Ela simplesmente não falou nada e desligou a chamada. Depois daquele dia, ela não me mandou mensagem ou me ligou mais. Isabella continuou a falar comigo e com Kaio, nunca ao mesmo tempo.
Umas semanas se passaram e eu conheci uma menina, seu nome era Melissa, que era de outra turma de 1° ano. Começamos a conversar bastante, quando Isabella faltava, eu passava meu almoço com Melissa, que sempre me beijava no rosto ou me abraçava, então as pessoas começaram a pensar que eu e Melissa tínhamos alguma coisa, mas não tínhamos, éramos só muito amigas (que sim, dávamos selinhos pra nos cumprimentar ou despedir, um carinho, não levei nada disse a sério também). Eu não ia muito na casa das gêmeas por ser muito longe e perigoso, mas a casa de Melissa era ainda perigoso mas um pouco mais perto da minha casa, então eu sempre que podia ia na casa de Melissa. Fazíamos vídeos, fotos, a gente conversava, e coisas que amigas fazem. Melissa era apaixonada pelo meu primo (muito babaca por sinal) e eu ainda sentia a falta tremenda de Isadora. Descobri logo depois que Melissa era nada mais e nada menos que a fucking EX do Kaio. Como eu disse, fazíamos vídeos e Melissa sempre fazia questão de gravar eu e ela dando selinho, o que eu nunca vi nenhum problema. Todo mundo sempre via a gente como casal, pq ne, mão dadas, beijos, abraços, carinhos, enfim. Um dia Isabella conheceu Melissa, e o que eu já imaginava, eu tive certeza: Isabella não gostou de Melissa. Não sei o pq até hoje, dizendo Isabella que foi ciúmes, o que eu não sei se acredito, talvez seja uma possibilidade. Melissa gostava de Isabella, na vdd, não tinha nada contra, mas ela realmente não gostava de Isadora, e Isabella chegou a me dizer que Isadora também não gostava nenhum pouco de Melissa. Mas eu não liguei muito pra isso. Eu comecei a ver Melissa de outro modo, o jeito que ela me tratava, cuidava de mim e logo vi que eu tava em um dilema enorne: Eu estava/estou apaixonada por três meninas ao mesmo tempo. (Fogo no rabo? Com certeza)
Os fatos importantes já foram ditos, o desfecho dessa história toda foi:
• Isabella saiu da minha escola e foi estudar na escola que Isadora estudava.
• Kaio e Isadora não chegaram nem a namorar, foram ficantes por somente umas duas semanas e só. Hoje não se falam mais por nada nesse mundo.
• Eu briguei de soco com meu primo que Melissa gostava, pq ele fez mal a ela, e ela meio que parou de gostar dele.
• Pra esquecer o meu primo, Melissa começou a ficar com um menino que eu não gostava e ainda não gosto. Antes que eu falasse a ela o que eu sentia, eles começaram a namorar e Melissa se afastou de mim. Eles namoraram e terminaram perto de fazer um ano, ele foi tóxico e traiu Melissa.
• Kaio mudou bastante, se redimiu com todos, mesmo sendo chato as vezes, ele amadureceu. 6 meses depois da briga toda, eu resolvi conversar com ele, deixar tudo pra trás, até pq a gente era muito infantil por brigar por uma menina. Hoje estamos bem.
• Isadora nunca mais falou comigo no Whatsapp pra nada, enquanto eu ainda conversava relativamente muito com Isabella. Melissa também mal trocou uma mensagem comigo.
• Fui na casa das gêmeas no começo do ano, Isabella preferiu ficar com seus outros amigos, enquanto eu conversei com Isadora sobre tudo que tinha acontecido. Quando eu voltei pra casa, Isadora preferiu continuar não falando mais comigo pelo Whatsapp. Só quando ela quer.
• No final das contas, acabei sem nenhuma das três. Isabella e Isadora não falam muito comigo e eu e Melissa conversamos muito, mas ela ainda me vê só como amiga. Mesmo que as vezes eu demonstre que eu quero algo a mais. Então eu meio que parei com as investidas.
Eu me sinto mal pq penso que poderia ter sido diferente, eu poderia ter pelo menos a amizade das três, se não fosse essa minha confusão toda e carência.
submitted by ridicula_27 to desabafos [link] [comments]


2020.04.26 09:47 ThalesBage Amo minha "namorada", mas não consigo aceitar o fato dela ter criado TINDER durante nossa "relação"

Eu tenho 20 anos e conheci uma garota(19 anos) há 7 meses no Omegle no primeiro momento que a gente trocou os números a gente já começou com um contato enorme, eu estava emocionalmente fraco no momento por conta de que um dia atrás soube que a menina que eu estava me relacionando (nada sério) estava em um relacionamento sério, e por isso eu meio que me apeguei bastante nela no início, nós começamos a conversar todos os dias por ligações de voz, onde a gente ficava horas falando que nós nos amávamos, projetando nosso futuro e falando sobre a vida um do outro, além das ligações ao acordar, dormir...
Assim que fez 2 meses de ligações de voz eu decidi ir até a cidade dela (eu moro no RS e ela morava em SC) o que não era uma distancia tão grande assim, assim que expus que iria visitar ela, ela me falou que não estava pronta para elevar um nível nossa relação, por conta de uma traição do ex dela e assim não me deixou ir até a cidade dela, eu entendi e disse que iria me afastar, logo ela mudou de ideia e disse que iria vir me ver, porém iria ter que conversar com seus pais por ainda ser dependente assim como eu, assim se passaram mais 2 meses (continuamos conversando TODOS OS DIAS POR LIGAÇÃO) e ela até "tentou" vir, conversou algumas vezes com a mãe dela, tanto que a mãe dela até ligou pra minha e elas conversaram sobre a vinda dela, isso depois de eu falar que não aguentava mais ela me enrolando sobre vir (PS: nisso acabei entrando numa amizade colorida com uma amiga antiga e disse pra ela...).
Acabou que ela não veio nesses 4 meses e iria voltar as aulas, então não teria mais como a gente se ver, eu aceitei e MESMO ASSIM continuei dando atenção pra ela indo em calls etc..., após 6 meses ela veio me ver graças ao corona (as aulas são virtuais, então não prejudica nada), quando ela chegou tava sendo TUDO PERFEITO, até ela dizer que tinha se relacionado sexualmente com um cara do TINDER onde ela fez sexo no primeiro encontro na rua... o que me dói é saber que ela criou o tinder, sabe? meu eu tava lá pra dar todo o apoio emocional (tanto que dava), a gente as vezes até fazia uns "websexo" por call, mas mesmo assim ela foi lá e baixou o TINDER (coisas que eu já tinha tido que tinha uma ENORME aversão sobre esse tipo de aplicativo, pois eu sei o que pensam das mulheres que estão nele...) e só me contou porque tava extremamente bêbada (assim como eu tava), eu já sabia que ela era "promiscua" no passado e eu realmente não me importava com isso como a maioria dos caras, mas saber que continuou fazendo essas coisas mesmo comigo lá? dói sabe? dói muito por ter planejado a minha vida com ela e o pior é que dói nela também, sempre que acabo lembrando eu trato ela "mal" e o pior é que ela ta na minha casa, não posso fazer isso porque ela não tem a quem recorrer, ela já disse que iria embora e eu convenci a ficar porque eu ainda a amo, mas é foda, tão FODA esquecer isso na minha mente, pensar nela colocando as fotos, dando match, ela dando pro cara que não investiu NADA nela... é algo bem inesquecível pra mim e eu sei no fundo que é algo que jamais vou superar, sei que a partir do momento que ela voltar pra casa dela eu não vou querer mais continuar o contato que tinha por ligações e mensagens com ela, por isso que quero que ela dure na minha casa, porque eu sei que todos os beijos, transas, carinhos vão ser os últimos momentos que terei com ela e que eu nunca mais vou ter momentos como esses com ela.
Ela tá muito mal, tenho umas crises e digo na cara dela o quão LIXO ela foi por ter baixado o aplicativo enquanto EU tava lá dando TODA MINHA ATENÇÃO PRA ELA e tratando ela como MINHA PRIORIDADE, é algo que não consigo engolir. E o pior que isso não é porque ela transou, pq eu também transei enquanto estava com ela, mas sim porque BAIXOU A PORRA DO TINDER E TRANSOU COM UM MLK MACONHEIRO (que coincidentemente já tinha dito que tinha uma enorme aversão de maconheiros também hahah), eu sinto nojo nela, um nojo enorme que tenho quase certeza que nunca vai acabar, mas ao mesmo tempo eu gosto dela. É um conflito de emoções que eu não sei como vai terminar, eu tô tentando agir normalmente com ela enquanto a gente tá juntos fisicamente, porque como eu disse, quando ela pegar o ônibus de volta vai ser muito provavelmente um adeus eterno, mas isso tudo tá matando os dois.
submitted by ThalesBage to desabafos [link] [comments]


2020.03.21 02:44 vishikaka Minha crush é LÉSBICA?

Bom, tudo começou ano passado no colégio, eu tinha um crush, até aí tudo bem, alguns mêses atrás eu escutei minha crush e sua melhor amiga, que iremos chamar de dry, conversando sobre homossesuaxiladede, pois dry iria se assumir como lésbica e minha crush tmb, porém, no fim de ano eu acabei conhecendo cada vez mais a vida da crush, assim como ela a minha, ficamos muito amigos um do outro, quase namorados, dry tmb estava quase namorando um menino da minha sala, eu era a única pessoa que sabia sobre a homossesualidade das duas, porém eu descartei o fato dessa sua homosexualidade, pois ambos já estavam quase namorando,infelizmente para minha disgraça eu não tinha decorado meu número de telefone, chegou final de ano, ela pediu meu número e eu não soube dizer qual era...vida que segue, eu ia estudar em uma escola nova, na minha sala tambem estava dry, (obs: dry "ficava com quase todos os garotos da sala", ficava se abraçando com garotos de outras salas e tals) depois de insistir dry me passou o número da crush, eu comecei a falar com ela por whats, ela fez perguntas do tipo "vc gostava de mim?" ou "vc ainda gosta de mim?" e eu respondia com um "Talvez...😏" ela perguntou "se eu estava gostando de alguem da ou minha sala" eu estava com um crush em uma menina porém, disse q nn gostava de ngm...ela se declarava por mim e tals..ela revelou que estava namorando...para minha surpresa ela estava namorando Dry, sim ela mesma, eu fiquei surpreso, ela me mandou até prints de qnd dry pediu ela em namoro, PORÉM, eu ainda gostava dela e dry ficava com todo mundo da sala, e agora? O que eu faço? Conto para a crush que dry é meio "vugar" e fica com geral e acabo com essa "amizade colorida" ou continuo calado e sofrendo por dentro?
submitted by vishikaka to desabafos [link] [comments]


2020.03.15 21:38 xhoppus Sabe quando você se vê sem ninguém?

Tipo eu tenho amigas mas esse ano não trocamos uma mensagem se quer,acho que agora sao mais colegas do que amigas, depois do ensino médio cada uma foi pro seu lado e é isso. Eu namoro a 4 anos e tenho um relacionamento bom, já foi pior em algumas épocas (namoramos a distância e nos vemos nos finais de semana), acontece que ele tem os amigos dele, amigos do jogo, amigos da vida real... E eu só tenho ele sabe? Jogamos as vezes (LOL) mas ele sempre prefere jogar com os amigos, eu sempre sou a 2° opção, ele só me chama pra jogar junto quando não tem pessoas suficiente pra fechar um time com 5, e não jogamos juntos tipo só nos dois, só pra passar o tempo e se divertir. A questão é que se eu não tenho esses momentos junto com ele e com os amigos dele eu fico completamente sozinha, no jogo eu só tenho ele e os amigos adicionado, da umas 10 pessoas e só... já ele tem a lista lotada de amigos, e eu sinto falta sabe de ter alguém pra jogar, pra mandar memes (ele nunca entende os que eu mando), pra falar coisas aleatórias, pra jogar junto, sei lá... sempre que adiciono alguém no jogo (meninas tb) ele exclui pq acha que a pessoa quer "tirar proveito" por eu ser mulher num jogo online, e quando eu falo que é uma menina ele diz "É sim claro que é aham", e sabe eu não converso nada demais com as pessoas que já adicionei, só falamos sobre o jogo e em como a partida foi boa/ruim, nunca passei meu número ou algo assim pro pessoal de jogo, amizade do jogo sempre ficou no jogo... Acho que ele se sente inseguro de eu conhecer alguém legal (nos conhecemos num jogo de tiro também online e ele foi a UNICA excessao, depois dele nunca mais passei meu número pra ninguém de jogo)
Só um desabafo mesmo foi mal pelo textao
submitted by xhoppus to desabafos [link] [comments]


2020.03.13 11:32 corounavairus História de um fim de namoro

Olá pessoas, é o seguinte:
Comecei a namorar muito cedo, com meus 14 anos, e esse relacionamento se estendeu até os meus 21 anos. Passei essa fase de descoberta e amadurecimento todo ao lado dessa pessoa em específico, tivemos nossos bons momentos mas também foi um relacionamento muito abusivo. Ela era muito insegura e projetava as inseguranças em mim, me privava de ter amigos, e como resposta, fazia o mesmo com ela. Até que no final de 2018, fui até a casa dela a ajudar, pois ela tinha depressão e estava muito mal, morava sozinha e tudo mais, então fui dar uma força (na verdade, a casa dela parecia um chernobyl de sujeira, ela tinha um problema na mão o qual ela não resolvia, oferecia ajuda mas ela não aceitava, creio eu que usava isso como válvula de escape para dizer que não fazia nada por conta do problema na mão), sentei pra conversar com ela, perguntei o que estava afligindo ela, pois ela nunca teve problemas com nada a ponto de ser um gatilho para desenvolver uma depressão, logo, eu não entendia bem o porquê dela ficar mal, e sempre projetei que a culpa fosse minha, então nesse dia perguntei se ela era transexual, não sei porquê, mas isso veio em mente, por conta de alguns mínimos sinais, e ela respondeu um "talvez" com jeito de sim. Naquele momento tudo que eu não tinha entendido fez sentido, agora eu entendia o porquê dela sofrer tanto.
Meu mundo caiu naquele momento, não por conta dela ser transexual, pois finalmente percebi o porquê dela sofrer tanto e fiquei triste por isso, mas por conta de quê aquele foi um momento em que a pessoa que até então conhecia morreria. Doeu demais, foi como um luto, escutei até de amigos de que eu não tinha o direito de sofrer pois quem estava sofrendo de verdade era ela. Sentia que não podia sofrer pois isso faria de mim uma pessoa transfóbica. Então fui forte, apesar de ter passado uns dois meses chorando e fiz o que pude pra apoiar minha namorada. Quando ela finalmente resolveu começar os tratamentos hormonais, ela terminou comigo. O dia do término foi uns dos dias mais sofridos pra mim, era final de semestre da faculdade e eu estava passando muito mal, tenho problemas desde a infância com depressão e ansiedade, e só estava aguentando passar por várias coisas turbulentas na minha vida pois iria a um show de uma banda que amo muito em São Paulo, o dia do show foi muito feliz pra mim, sinceramente, fazia tempo que não me sentia bem daquela forma. Logo após o show liguei pra ela pra contar tudo, estava muito feliz, e ela atendeu com uma voz triste e não deu a mínima e falou que tava ocupada. Voltei pra minha cidade no dia seguinte, logo após ter saído do aeroporto ela disse que iria para minha casa, pensei que queria me ver, ela chegou com uma cara muito fechada, e eu estava super animada contando tudo e mostrando fotos e vídeos e ela aparentemente nem aí. Ela pediu pra conversar e terminou comigo. Aquilo me destruiu. Toda a felicidade que vivi naquele show foi embora. Enquanto estávamos sentadas num banquinho que sempre a chamava pra ficar e admirar a vista e relaxar, eu escrevi em dois papeis, como se fosse um decreto que nosso namoro havia terminado, e com um batom, coloquei nossas digitais ali, logo após, rasguei o meu e falei pra ela que esperava que um dia ela rasgasse o dela também. Pois eu a amava muito e não queria isso para a gente.
Bom, ela começou a fazer o tratamento hormonal e começou a se envolver com uma menina que eu já suspeitava durante nosso namoro, sinto que ela terminou comigo pois queria ficar com esta menina sem culpa, porém, a menina se dizia bi, mas na verdade, a menina não a via como menina. Minha ex é uma mulher trans, logo esta menina a enxergava como homem. Ela percebeu isso e um tempo depois voltou a falar comigo, falava que sentia saudade, e a gente se reaproximou.
Bom, resolvemos viajar, eu, ela e mais dois amigos, foi uma viagem horrível, me sentia totalmente excluída, mas acabamos nos aproximando, dormimos na mesma barraca e tudo mais e acabamos transando. Era no meio do mato, então eu estava indo tomar banho de noite, mas meu celular tinha descarregado e n tinha como colocar pra carregar, então pedi o da minha ex emprestado. Só queria a lanterna. Porém ela me deu o celular destravado, e tomei minha pior decisão: olhar a conversa dela com esta menina. Li coisas horríveis que ela disse de mim para esta menina, a menina pedia pra ela passar meu número para me xingar, falava que eu ter sido estuprada era mentira, troca de fotos das duas e coisas assim, não consegui ler muita coisa. Eu só consegui devolver o celular dela com esta conversa aberta e sair correndo no meio do mato. Tomei uma bela de uma queda no meio do escuro e por ali fiquei, chorando. Ela me pediu mil desculpas mas me senti a pior pessoa do universo, e pra falar a verdade até hoje me sinto.
Então, a gente tentou fazer o relacionamento funcionar de novo, ela passou os três meses seguintes na minha casa, porém ela não ajudava em nada, e passava o dia todo deitada lendo webtoon, coisas sobre RPG e assistindo JoJo. Ela dizia que eu não superar este lance dela com a menina estava destruindo a gente, e então eu resolvi me calar e aguentar isso. Mas o peso dela não fazer nada por nós e por ela, e tudo isso me fez pedir pra que ela voltasse pra casa da vó, pois estava no fim do meu semestre e precisava de foco e de tempo para mim. Nesse mesmo momento, uma amiga em comum nossa falou para eu baixar o Tinder, nunca havia utilizado, ela falou que era um bom local para fazer amizades, eu tinha comentado com ela que estava triste pois me sentia isolada. Então baixei aquilo, usava o Tinder ao lado da minha ex, mostrando todas as descrições engraçadas que via. Então ela resolveu baixar também, e bom, logo em seguida ela voltou pra casa da vó.
Então ela mal falava comigo no whatsapp, apesar de passar 100% online. Me tratava bem seco. Eu tinha a chamado para sair e ela negou o convite, tinha planejado pedir ela em namoro oficialmente, e ela sabia disso, e negou. No outro dia perguntei se ela queria terminar comigo, e ela disse que sim, e terminou por whatsapp. Disse que estava sendo algo muito destrutivo. Fiquei muito mal, tentei me matar, pois logo quando nos reaproximamos perguntei se ela realmente queria isso, pois da outra vez que ela terminou comigo, perdi todo meu semestre por causa disso e falei que a faculdade era algo muito importante pra mim para me deixar abalar novamente e fuder tudo de novo. E ela prometeu que queria estar comigo.
Então ela terminou, e continuou falando comigo. Pedi para que nos bloqueássemos porque se não eu não conseguiria a superar, marcamos de nos encontrar um mês depois para conversar. Porém o que aconteceu é que ela se aproximou de uma menina que a minha ''amiga'' que falou para eu baixar o tinder apresentou para ela. (Detalhe: Quando terminei meu namoro, contei para esta amiga que estava muito mal e que queria morrer, ela brigou comigo e falou que eu tinha que me tratar, e que não iria falar mais comigo por um tempo, isto também me magoou demais) 15 dias depois do nosso término, ela já estava namorando outra pessoa. Me bloqueou de absolutamente tudo e disse que não queria falar comigo nunca mais. Sinto que nossos amigos em comum passaram a me tratar diferente também, sinto que me julguem, como se eu tivesse sido transfóbica, ou sei lá, feito algo de ruim pra minha ex, não sei o que ela pode ter dito sobre mim. Não tenho amigos, os que dizia ser meus, na verdade sempre foram dela, só tinha proximidade pois éramos namoradas. Estou completamente sozinha. Me dediquei tanto a este namoro, abri mão de muita coisa, inclusive dos meus estudos, e agora estou aqui, sofrendo. Me sinto um lixo por não superar isso, eu sinto muita falta dela e ainda a amo, ela agora trabalha, tem se virado na vida. Mudou de atitude. Gostaria que ela tivesse feito isso comigo, pensava em ter uma casa com ela, uma família, e lutava por isso, mas a vida é assim, quase nada sai como planejado. É isso aí.
Desculpem meu texto longo.
submitted by corounavairus to desabafos [link] [comments]


2020.01.30 06:27 curiosity_br Tenho muito o que dizer, mas ngm pra escutar...

Vou tentar fugir um pouco do estereótipo do jovem carente aqui... Pois bem, vou fazer 18 (março), sou bv e consequentemente nunca tive um relacionamento.
Sei os meus problemas que me fazem não ter uma namorada, mas vamos deixar isso de lado um minutinho...
Desde criança sempre me senti bem sozinho, não que eu seja isolado ou sla, até gosto da solidão, o problema é q nunca senti q as pessoas me entendiam, ou que entendia os outros... Sempre me senti um estranho, mesmo com meus amigos, as vezes sinto q não posso ser eu mesmo sabe, que tenho q dozar o meu eu...
Não gosto de conversa fiada, gosto de falar de coisas que aprendo e tal, percebo q a maioria das pessoas é o oposto, desde de sempre noto isso... Não tenho dificuldade de criar amizades, apesar de ser super tímido, mas isso sempre me incomodou o fato de parecer q todo mundo é tão diferente de mim, não consigo explicar tão bem por esse posto, mas se sentissem isso... Entenderiam q falo sério...
Não me considero uma pessoa carente, mt pelo contrário, sou do tipo que curte ficar sozinho, mas independente... Só q já to de saco cheio de não ter ngm que me ame, sabe de ter uma namorada, alguém pra se preocupar... Queria muito alguém pra escutar o que tenho a dizer, tenho tanta coisa pra falar...
Só quero uma namorada pra conversar? Não, nunca tive um relacionamento sinto falta disso, ja postei várias coisas aqui no Reddit sobre meus problemas e tal, mas nunca tinha parado pra pensar profundamente sobre a minha vida, até esse fim de semana q foi o pior.
Cheguei a conclusão de que sinto muita falta de alguém q me intenda q possa me abrir, que me de forças e me motive, que seja recíproco... Isso é carência?
Sinceramente, mesmo se for e dai? Nunca tive uma namorada, quero uma garota inteligente que goste de falar cmg e que me ame...
Já to cansado de ficar triste e não ter ngm com quem eu possa me abrir, que me forças...
E tenho tantas assuntos que gostaria de conversar, coisas sobre ciência e teorias malucas... Por isso queria uma menina inteligente que fosse na mesma vibe que eu...
Meio q já encontrei algumas mas não deu certo, agora tenho o número de 2 no wapp, pena que uma meio q só me usa pra dar risada, e a outra conversa de boa e vácuo conversa de boa e vácuo... Já cansei disso
Só queria alguém que gostasse de mim e me aceitasse, sou super tímido, mas tenho qualidades que valem a pena eu sei, tem cada cara q nem acredito q namora, pq não poso achar alguém legal né
Vi uma frase que reflete muito o que sinto no momento "'Quando eu me sento sozinho me conheço um pouco mais. Mas preciso de mais do que eu mesmo dessa vez"
Já to cansado de passar por dias ruins sozinho, sem ngm pra me dar apoio... No fim de semana foi o que senti, precisava de alguém pra me fazer esquecer das minhas tristezas, nem q fosse por um segundo...
Enfim, espero que não pareça muito idiota esse texto, mas é o que eu sinto no fundo do meu coraçao....
Pq não tenho arrumo uma? Não me importo com beleza, mas gosto de garotas inteligentes, 95% são muito sem assunto, acho chatas... Não saio de casa, pq? Moro na roça, e não tenho jeito de sair... E sou muito tímido,
Mas quero achar uma menina q eu goste de vdd, e que goste de mim, se isso acontecesse, ia dobrar o mundo pra que desse certo.
Não me mandem ficar no estudo ou sla, isso não vai me ajudar no momento, não ja resolver nada, e o fato de sla, alguma mulher se interessar por mim se fosse rico... Sem comentários, isso não me ajuda.
submitted by curiosity_br to desabafos [link] [comments]


2020.01.16 17:57 mary_mariazinha Uma pescotapa/Nice girl aleatoria

Olá Luba , editores , possível convidado e turma que está a ver (um oi para suas gatinhas tbm <3). Então , essa história é de ontem pra hoje , eu e minha irma estavamos assistindo seus vídeos super felizes e deu meia noite (horário que meu pai obriga a gente a desligar a tv) blz desligamos a tv e fomos "dormir" , pq eu fico mexendo no celular . Estava eu no meu Instagram falando com uma colega e uma menina aleatória (nunca vi na minha vida) me adicionou a um grupo junto com minha melhor amiga , eu estava boiando mas okay. Mandei um "masoq é isto" , e ela falou "maduu aí mds , eu adoro seu canal com sua amiga blablabla" dai eu fiquei ... Okay legal ela gosta da gente, então essa menina me chamou na dm um tempo depois , dai eu respondi toda educada e tal apesar de ñ estar muito afim de cvs . A primeira pergunta que a jubiscleia (esqueci o nome dela) me fez foi "vc gosta de corujas" e eu fiquei tipo wtf guria que isso , dai respondi sim é um animal bonito e tal . Depois mandei para ela que estava tarde (pois já era 1h da manhã mais ou menos ñ me lembro) então dei boa noite e fui dormir , mas ela continuou a me mandar msg de noite eu só ignorei e fui dormir. Hoje eu acordei com meu celular vibrando sem parar de tanta mensagem , era ela e alguns amigos meu mandando msg ... entrei na dela e era um monte de ligação perdida e umas coisas nada a ver tipo e pedindo meu número de Whatsapp (disse que ñ daria até pq ñ dou meu número a estranhos) , até aí okay , entrei no whats ver as msgs dos meus amigos e uma da minha amiga me mandando prints de uma garota (sim a jubiscleia) pedindo meu número de Whatsapp e se passando por prima da minha amiga Karen para conseguir o número dela tbm (sim tenho uma amiga Karen, mas ela é super gente boa) dai eu fiquei em choque e postei no meu status do whats se alguém tinha recebido alguma mensagem dessa menina tbm ... uns minutos depois alguns amigos me mandaram print dessa menina pedindo meu número e o da minha amiga , com as mesmas desculpas de ser prima da Karen. Fui no insta falar com ela e explicar que ñ é bem assim que se faz amizade , e se eu neguei meu Whatsapp ela ñ deveria ficar enchendo o saco dos meus amigos com isso (ps.:Ela tem 12 anos ;-;) , ela ficou toda bravinha e me falou que ñ sabia como era ser fã de alguém e ter vontade de conhecer e conversar com seus ídolos , e eu fiquei tipo ???? (Eu tenho um canal no YouTube por isso ela estava falando isso , mas eu nem sou famosa cara) , dai eu expliquei para ela que meus amigos estavam assustados e que eu também estava , como ela sabia que aqueles eram meus amigos próximos, e falei que fingir ser outra pessoa é grave . Ela ent mandou que , eu era muito grossa e blábláblá e disse que eu e minha amiga éramos ridículas , até ent ela colocava que me amava e que eu e minha amiga éramos lindas e tal, agora só porq neguei ser amiga dela porq ñ a conheço ela me xinga meu como assim ? . E eu fiquei sem reação só falei , obrigada e dei tchau . Talvez tenha chamado ela de pirralha , mas foi pq ela faltou respeito . Mas é isso , bjs Luba <3
submitted by mary_mariazinha to Lubavitch [link] [comments]


2020.01.02 23:54 Aiioba 2020

ontem, uma "amiga de longa data", com quem eu tinha um romance bem mal resolvido, e eu, decidimos nos afastar.
nos conhecemos desde pequenos, mas só a uns 2 anos fomos nos aproximar, ela virou minha melhor amiga, o tempo passou, e descobri q oq sentia por ela não era só amizade, o tempo foi passando, ela começou a namorar, e decidiu q era melhor eu me afastar dela, pq ia acabar me machucando
mais ou menos um mês dps, nos encontramos num aniversário e voltamos a conversar, ela terminou, e aparentemente, começou a gostar de mim, lógico, ela escondeu esse fato de mim por meses, pq dizia ter medo de estragar oq tinha cmg
então, dps de tanto recusar quem vinha atrás de mim, e nunca ir atrás de alguém, por causa dela uma menina q eu fiquei veio falar cmg, falamos e falamos, ela resolveu q gostava de mim, eu, me enganando, tbm tentei gostar dela, saímos, ficamos, rimos, e no fim do dia, não era aquilo q eu queria
me sentia desconfortável com ela, esperei um tempo, e disse a ela a vdd, q entre a gnt n dava certo, q queria só a amizade dela, pq n me sentia a vontade em um relacionamento
ah, detalhe, nesse tempo em q eu fiquei com ela, eu pedi pra aquela minha amiga se afastar, pq nunca ia conseguir ter um relacionamento estando apaixonado por ela, e com ela lá por perto de mim
chegou natal, lá estava eu, sem ninguém, resolvi mandar feliz natal pra minha amiga, sem pretensão de voltarmos a conversar, e, quase q inevitavelmente, foi oq houve
conversamos, e conversamos, ela abriu o jogo pra mim, disse que me amava, mas que no momento n sentia mais aquilo, disse q eu a magoei muito quando disse pra ela se afastar, e o tempo passou
chegou o ano novo, e oq era pra ser só mais uma conversa de madrugada q eu tinha com ela, acabou virando algo sobre nosso relacionamento, e percebemos, o quanto nossa relação era tóxica
eu a magoava, ela me magoava, ficavamos eras sofrendo e sem se falar, e então voltavamos como se nada tivesse acontecido, decidimos tomar uma decisão definitiva agora, sem voltar atrás
e por fim, decidimos nos apagar da vida um do outro, apagar número, parar de seguir, se por ventura nos encontrarmos na rua, só diremos oi e sorriremos, e seguimos
sei que foi o melhor a se fazer, mas dói tanto
submitted by Aiioba to desabafos [link] [comments]


2019.09.21 17:25 RaposinhaFdda #turmafeirafriends

Bom, então Luba, editores e turma, para além de ser a primeira vez que participo, eu achava que não tinha muito a dizer sobre este assunto antes, mas depois que comecei a escrever... Digamos que eu te desejo sorte a ti e aos teus editores... Aqui vai: "O caso da amizade falsa mais longa alguma vez registada"
Então, podemos dizer que a minha história tem raízes... Tudo começou quando passei da pré primária para o 1º ano. Na primária eu tinha uma melhor amiga que já conhecia des dos 2 anos, ficámos sempre nas mesmas escolas e davamonos muito bem, fazíamos TUDO juntas. Então eu fiquei super triste quando fui para a escola um ano antes dela porque ela fazia anos muito tarde. Nós continuámos amigas, mas já não era o mesmo. Principalmente por causa de umas certas "amigas" que fiz nesse ano (elas tinham 7 anos e já eram tóxicas). Foram ELAS que me fizeram afastar da minha amiga SÓ porque não gostavam dela por ESTAR MAIS TEMPO COMIGO NAS MINHAS FESTAS! Chocante! A minha melhor amiga ter mais da minha atenção! Mas EU COMO BURRA QUE ERA (agora orgulho-me de dizer que nunca mais caí nessas amizades) fui cortando contacto com ela, isto já no 3º ano de escola, tudo porque eu queria agradar as minhas outras "amigas" e tinha muuuito medo de ser excluída, principalmente porque via o que elas faziam a uma das minhas colegas, que era vítima de bullying de toda a turma (eu lamento imenso nunca ter feito nada, mas como já disse era super insegura, eu nunca lhe fiz nada diretamente mas participava nas musiquinhas de mau gosto e ficava a olhar... Uma coisa que fizeram por exemplo foi atirar os tênis da rapariga para cima do telheiro da escola). Enfim, acabei por deixar de falar com ela definitivamente e, até hoje, não sei como é que ela se sentiu, honestamente foi um dos meus maiores arrependimentos na minha vida (logo a seguir a ter conhecido as minhas antigas "amigas"). Passaram-se anos até que cheguei a um ponto, no 6/7º ano (continuámos na mesma turma porque éramos boas alunas e foi assim que juntaram os alunos na escola nova nesse ano), em que já era basicamente a cadela delas, fazia tudo o que me pediam e ia onde me diziam, nunca as contrariei, mesmo sabendo que elas planeavam coisas sem mim. Eu entendia e pensava que era porque eu às vezes quando me convidavam recusava, porque os meus pais não deixavam... Apesar de serem poucas as vezes que elas me convidavam. O dia em que me afastei delas definitivamente (ou pensava eu que tinha sido) foi depois de elas quase me obrigarem a ir comprar comidinhas para nós e trazer tudo sozinha, fiquei super chateada e, coincidentemente, a minha mãe ligou-me, quando atendi ela percebeu que algo se passava e eu descaí-me completamente, ela ficou muito preocupada e eu decidi que tinha que mudar alguma coisa.
Até este ponto eu passava as aulas sentada ao lado de uma menina, vamos dizer que se chama Lisa, ela parecia legal. E eu comecei a falar mais com ela, até que acabei por começar a andar com ela e a sua amiga em vez da rapariga com que andava depois das mean girls número 1, mas isso já é outra história. Nós davamonos bem e tal e passámos para o 9º ano juntas, mesma turma de antes, tudo igual? Nem tanto... 1º elas tinham-se tornado AMIGAS das minhas ex"amigas" e agora estava a aturá-las a TODAS. E 2º mudámos de escola, e com isso elas ficaram diferentes, não sei se foi a nível de popularidade ou por se acharem 'boas de mais', mas elas começaram a afastar-se, ou a tentar, porque eu era como uma sanguessuga kk. Comecei a perceber quando elas trocavam olhares depois das aulas a discutir mentalmente quem me ia 'aturar', e quando saiam mais depressa da aula para terem desculpa para não terem estado comigo. Só a meio do primeiro período do ano é que eu, depois de assistir na primeira fila a uma dessas discussões mentais, disse para deixarem estar e as deixei sozinhas ali. Apesar de eu estar mais sozinha que elas nunca me senti melhor! Fiquei quase um mês a fazer de lobo solitário, até que fiz amizade com uma outra rapariga solitária no momento, nós tornámonos amigas e fizémos amizade com uma outra rapariga que hoje é a minha melhor amiga, e que, apesar de ter mudado de escola no 10º, ainda mantemos contacto. Outra coisa, só para que se saiba, eu aprendi muito com os meus erros e com estas "experiências", porque na minha escola nova tenho como amigas as melhores pessoas que alguma vez conheci (e afastei-me de outras pessoas com quem tentei fazer amizade mas vi que não ia dar certo... Outra história à parte) e estou super feliz. Elas são genuínas e eu já lhes disse que, a este ponto se ainda sou amiga delas, é porque elas são boas pessoas e porque eu realmente gosto delas. Tudo ficou bem no final.
Já agora, uma das minhas ex"amigas" a "Lisa" tentou falar comigo depois que eu mudei de escola por mns a perguntar onde andava e se gostei, não armei treta, por isso não foi nada de mais, mas eu só lhe disse que estou super feliz. Acho que isso é lição que chegue. :)
submitted by RaposinhaFdda to u/RaposinhaFdda [link] [comments]


2019.07.27 00:48 Tinyze Quando as insuficiências pessoais se tornam evidentes e impossíveis de serem gerenciadas

Essa deve ser a quarta vez que começo a escrever esse desabafo. Porém, sempre paro na metade ou escrevo tudo o que precisava “vomitar” e apago, tamanha a vergonha de perceber a habilidade que meu subconsciente tem de jogar contra mim mesmo. Porém, tamanha a aflição que isso me causou hoje, resolvi ir até o fim.
Eu sempre fui o tipo de pessoa mais introspectiva, que veste a máscara do “nerd”, com um pouco de dificuldade em termos de socialização, sem amigos (no máximo colegas), e que nunca sentiu a famigerada paixão por outra pessoa.
Comecei a sair dessa zona de conforto há dois anos atrás, principalmente por conta da minha sexualidade, por necessidades sociais, medo de ficar velho e solitário, entre outras carências. Apesar de fazer coisas que nunca imaginei que faria e conhecer pessoas que nunca achei que conheceria, sempre volto para essa redoma de solitude, de uma forma ou de outra. Apesar de serem claras as faltas que essa realidade evidencia na minha vida, parece que essa é minha origem e o único lugar em que me sinto realmente quem sou.
Não foi diferente no meu local de trabalho. Durante o meu estágio, depois de me formar, e agora, após quase dois anos trabalhando nessa empresa, minhas atividades sempre foram bem “solitárias”, focadas em problemas específicos que me proporcionaram oportunidades de crescimento e mudanças... Pelo menos esse era o ambiente, até poucos meses atrás.
Como fui ganhando novas responsabilidades, foi necessário que uma pessoa fosse contratada para me auxiliar. E assim foi feito. Apesar de demorar pegar o jeito, o menino contratado está dando conta do trabalho. E quando não está realizando atividades em outros setores ou me auxiliando, está junto de mim. Desde o dia em que começou a trabalhar, fomos ganhando intimidade, passamos a compartilhar pensamentos e opiniões sobre o mundo e sobre os outros (algo me faz sentir extremamente vulnerável), trocar experiências e conhecimentos.
Sinto uma liberdade para falar sobre quase todo assunto com ele. Falamos de roupa, moda, depilação, trabalho, sonhos, problemas familiares – e dele com a namorada - com muita naturalidade e, eu imagino, de maneira confortável para ambos. Olhamos um ao outro usando o celular e mandando mensagens pelo Whatsapp. Chegou ao ponto de me chamar para dividir um apartamento, mas para manter o distanciamento entre vida particular e trabalho, recusei inventando uma desculpa qualquer.
Se eu tivesse que elencar a coisa que mais me confortável quando perto dele, seria a ausência do arquétipo do menino com a heteronormativiade tóxica (Apenas perto de mim, conforme já reparei). Aliado esse apreço, também sinto uma atração física descomunal por ele. Apesar de ele estar relativamente longe do que as pessoas julgam como o padrão de beleza ideal, eu acho realmente difícil acreditar da capacidade da natureza em gerar um ser completamente simétrico, desenhado pelas mãos de um ser superior ou algo do tipo, como ele é.
Situações em que nossas pernas se encostam, em que os nossos corpos ficam tão próximos que sinto o seu cheiro doce, que nossas mãos se tocam quando ele me leva um copo de café, ou quando ele pede para sentir algo na sua mão se tornaram algo muito bom para mim. E apesar de existir culpa por estar cruzando algum limite ético e profissional, ela não diminui a atração e prazer nesses atos.
Neste ponto já me sinto extremamente envergonhado de mim mesmo, pois apesar de tentar me afastar desse arquétipo, meus relatos e sentimentos aqui expostos não são nada mais nem menos que o típico gay que sente atração por um hétero. Sempre achei isso a coisa mais degradante que podemos fazer, porque em última instancia, estamos desejando alguém que na realidade não entende o que você sente e até te despreza.
Uma situação, porém, mostra como sou um ser faltante em diversos aspectos. Após algumas semanas trabalhando na empresa, ele começou a falar com uma menina, que logo teve que sair pois precisará se mudar de estado. Percebi que ele começou a ficar mais discreto quando mandava mensagem e logo entendi que era para ela, e sempre desconversava. Não tinha o número adicionado e apagava a conversa. Obviamente por conta dos ciúmes por parte da namorada. Hoje, no dia em que ela está se mudando de fato, percebi que ele respondia um “textão” no final da tarde. Isso deixou ele bem pensativo, e me deixou com um sentimento horrível no estômago.
Em uma análise rápida penso que isso não é nada mais do que ciúmes. Inveja de algo que eu nunca vou poder sequer chegar perto. Desejo ou interesse que nunca serei capaz de experimentar.
Penso também que a heterossexualidade dele me agride de alguma forma nesse aspecto. Assim como me senti agredido pela sua beleza quando o vi, o fato de fazer algo digno de louros – pegar a menina que todos acham linda – e estabelecer sua imagem de poder e masculinidade me diminui no meu local de trabalho.
Ou também me sinto mal por ele não compartilhar isso comigo. Talvez até ofendido, por ele menosprezar o respeito e cumplicidade estabelecidos. Ou mesmo mal pela namorada dele, a qual tive a oportunidade de conhecer e conversar.
De qualquer forma, sendo só a alternativa mais simples, ou todas, ou nenhuma delas, essa situação evidencia o ser faltante que sou. A necessidade em possuir um vínculo de amizade sincero e natural, o complexo de inferioridade, o desejo sexual reprimido, a necessidade instintiva de romantizar tudo... Enfim.
Talvez deva perguntar naturalmente sobre esse fato para ele, com um amigo faria. Talvez deva criar um distanciamento e “enxotar” do meu ambiente cada vez mais. Talvez deva guardar esse fato e jogar na cara para forçar um distanciamento. Talvez não deva fazer nada e continuar sentindo esse incômodo e agonia.
Essa situação é extremamente desconfortável e paralisante, pois além de estar sofrendo por algo que só existe na minha cabeça, coloco minha única chance na vida, meu desempenho e a minha carreira, muito próximos de irem para o ralo, por conta de "necessidades" que sempre estiveram fora do ambiente de trabalho. Se eu der mais “pinta” do que já dou, a equipe homofobica não irá hesitar em destruir minhas chances na empresa.
A vida era mais simples quando eu só precisava jogar Skyrim e estudar.
submitted by Tinyze to desabafos [link] [comments]


2019.06.20 04:55 RaphWell Uma paixão que não sai da minha cabeça

A tempos estou me enrolando para postar aqui, mas preciso desabafar isso
Então sempre fui muito tímido principalmente com mulheres e não sou um cara muito bonito, Tenho essa minha amiga que conheço mais ou menos a dez anos, nos estudávamos juntos desda 4 série até o ensino médio,Lá pela 8°série comecei a me apaixonar por ela, nunca tive coragem de falar para ela isso, por medo, eu pensava o que uma menina linda dessa vai querer comigo? Foi assim até o último ano do ensino médio, eu sai da escola no último ano, mas nós sempre conversávamos por mensagem todos os dias, uns 6 meses depois descobri que ela estava namorando é isso me desesperou no desespero contei o que sentia por ela, ela não me respondeu nada e mudou de assunto, continuei conversando com ela por um ano e meio, nesse tempo ela já estava casada. Um dia numa conversa aleatória ela disse que uma vez colocou uma cartinha em um dos meus cadernos, corri procurar essa carta, uma cartinha cheia de eu te amo. Eu me afastei das redes sociais, mudei de número para tentar esquecê-la, até que estava funcionando durante um ano, um dia recebo uma mensagem dela falando oi tudo bem? Quanto tempo ai continuamos a conversar desde então.
Mas ela não sabe como me sinto toda vez que falo com ela, toda vez que abro meu whatsapp e vejo a foto dela isso me mata por dentro. Não consigo esquecer ela, já tentei, já conheci outras mulheres legais, mas não sinto um “amor”
Eu realmente preciso de uma ajuda. Um conselho, eu não quero perder uma amizade de dez anos e ela ainda é minha melhor amiga. Não sei o que fazer.
submitted by RaphWell to desabafos [link] [comments]


2019.04.04 03:51 oholandesvoador Procuro uma pessoa que conheci em uma festa no Brás (Ressonância #9).

Olá, sábado dia 30/03 teve uma festa eletrônica na Fabriketa -Brás chamada Ressonância. Lá eu conheci uma menina que fiz muita amizade e troquei muita idéia, só que no meio da festa, acabei esquecendo de pegar o número ou alguma rede social dela. Então eu vou detalhar tudo que sei dela e de uma amiga dela que estava junto pra ver se alguém tem alguma idéia de quem seja...
Lá na área vip, conheci essa japonêsa chamada Marina, baixinha, 21 anos, está no terceiro ano de direito e mora no Morumbi. Ela disse que mora perto ao estádio do SP, a mãe é engenheira civil e o pai é físico. Ela disse que era mestiça. Não lembro o sobrenome dela.
Não me lembro qual faculdade era, mas aparentemente não era uma barata, talvez PUC, Mackenzie, etc...
A amiga dela era coreana, nascida na Coreia e mudou-se pro Brasil bebê. Cursa moda. Disse que morava perto do Brás, acho que era Tatuapé se não me engano. Morena e de +/- 1,67 m. Disse que estudaram juntas no colégio.
Alguém por favor poderia me ajudar a achar essa menina que não consigo encontrar em redes sociais de forma alguma?
Obrigado do fundo do coração.
submitted by oholandesvoador to saopaulo [link] [comments]


2019.03.04 00:14 Manner1918 Nação Livre Brasileira

-Contexto: Estou escrevendo este livro por causa de um devaneio. Estou procurando criticas tanto positivas quanto negativas sobre esta escrita.Para ter um contexto geral antes da leitura, esse livro se passa em um mundo alternativo onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial, os nazistas também invadiram o Brasil e a tornaram em um estado fantoche a serviço da Alemanha.
Ainda não fiz nenhuma personagem no livro explicar sobre esse evento, ou como eles ganharam a guerra, mas já tenho as ideias principais anotadas em um caderno e tudo vai ser bem explicado. Se você tiver qualquer dúvida sobre o porque eu não dei muitos detalhes sobre qualquer coisa (a casa, as características de personagens, roupas, etc) é porque eu decidi não explicar no momento que a cena acontece, mas vou detalhando sobre tudo ao decorrer do livro.
-Importante: Só estou postando o primeiro capitulo do livro, apesar de ser mais de 3000 palavras. Já escrevi o inicio do segundo capitulo, mas está incompleto.Sinto muito por qualquer erro de português. E sinto muito por ser longo, mas vamos ao inicio do livro:


Eram cinco da manhã, Amélia tinha passado a noite acordada já que sua insônia tinha lhe mantida acordada novamente. Ela virava de um lado para outro na cama, agitava seu cabelo negro e liso que vinha até seus ombros, girava e apalpava seu travesseiro, tentando conseguir dormir ao mínimo alguns minutos. Mas foi tudo em vão e logo ela começava a pensar, enquanto desistia de culpar a sua cama pela insônia, pensava sobre como ela ainda não tinha um pingo de sono e enquanto olhava para o teto de seu quarto, pensava novamente em seus avós, como toda manhã, e como ela sentia saudades deles, de suas risadas, conselhos, puxadas de orelhas e, sobretudo, o cheiro do bolo de chocolate que seu avô fazia enquanto ela escutava as músicas que sua avó ouvia enquanto alimentava seus belíssimos pássaros. A sua avó adorava pássaros, e ela os tinha de todas as cores e espécies que ela poderia se lembrar, ela se lembrava do periquito azul, do canário amarelo, da calopsita cinza, da andorinha branca e um pássaro peculiar que parecia um pequeno pavão, da qual Amélia adorava como parte de sua família e até nomeará o pequeno pássaro como Fênix.
Os avós de Amélia tinham saído do país para viajar, isso de acordo com seus pais que tinham recebido uma carta no mês passado, na carta eles citam que iriam para um lugar muito longe e muito bonito, para Amélia, este lugar só poderia estar cheio de pássaros e bolos de chocolate. Mas, ao se tocar da realidade, ela cortou o seu sorriso da cara ao lembrar que eles nunca escreveram novamente, nem mesmo uma carta ou cartão postal. Ela pensava se tinha feito algo de errado antes deles partirem, talvez tenha sido o quadro do vovô que ela tinha derrubado ao brincar de astronauta no quarto de seus avós, ou talvez o vovô tenha ficado bravo com ela por ela derrubar o fermento, fazendo que o bolo do vovô não tenha crescido, ou poderia ter sido a gota d’água ela ter desligado a música da vovó acidentalmente em seu aniversário de seis anos. Ou talvez ela não era uma boa ouvinte dos conselhos, talvez ela nem merecesse os ouvir, ela não se sentia corajosa como sua avó, ou astuta como seu avô, pensando bem, ela não se sentia nem forte, nem observadora, ou dedicada, focada, e até mesmo inteligente como seus avós. Como toda manhã, ela pensava novamente em outro e novo motivo que poderia justificar a viajem e a não comunicação com ela por parte de seus avós, e hoje, ela pensava que poderia ser a sua gula, talvez se ela não tivesse pedido mais um pedaço de bolo no aniversário de oito anos, eles poderiam ter ficado.
Em todos estes pensamentos, ela notou que seus pais finalmente acordaram, na noite passada eles combinaram de acordar mais cedo para se arrumarem, ela se sentia sozinha com seus pensamentos a noite inteira por causa de sua insônia, ela vira para seu relógio de pilha que marcava seis em ponto, em breve ela teria que ir rapidamente a rua na frente de sua casa, precisando estar com cabelo e roupas arrumadas, e portando um sentimento de foco, força e determinação. Ela sentia dificuldade em todas as etapas, como iria arrumar o cabelo se ele sempre ficava mais alto na parte direita?, como iria arrumar a sua roupa, se ela se sentia desconfortável com a calça e o tênis verdes?, ela odiava os tênis verdes, como iria se levantar com foco, se quando levantava o sono lhe atacava com seus grilhões fortes? como iria sentir força se ela era tão magra em comparação aos seus pais e avós? E, como iria se sentir determinada, se ela deveria ser o motivo para seus avós partirem em uma viajem para outro país que parecia durar para sempre? As seis e quinze, o relógio despertava, ela conseguia ouvir o bairro inteiro se levantando em um pulo, ela queria ter essa força de vontade como os outros, principalmente a força de vontade de seu vizinho que ela nunca virá ficar triste ou desanimado, quem conseguia ficar animado de manhã? Ela pensava consigo mesma. Finalmente, seus pais batem na porta de seu quarto.
-Vamos logo Amélia, não se perca no horário novamente mocinha.
Dizia o seu pai, quase gritando. Ela tinha perdido o horário no dia anterior e enfureceu o seu pai e ela teve que ficar sem ler a parte do jornal que continha as tirinhas que ela adorava, do Capitão Hound, ela não queria perder mais um dia de suas aventuras no espaço. Levantando em seu ritmo e motivada pelas tirinhas que iria ler no fim do dia, pegou em seu armário as suas roupas e as vestiu sem ligar a luz de seu quarto, ela então olhava no espelho e tentava seu arrumar o máximo possível para não desapontar seus pais e finalmente sai do quarto e vai de encontro aos seus pais na sala de estar, ela via o seu pai terminando de se arrumar, ele tinha comprado uma gravata nova após tanto reclamar por falta de uma por quase um mês inteirinho, e reclamava por sempre estar passando vergonha na frente de seus vizinhos que tinham uma gravata nova quase toda semana, mas, dessa vez, ele iria impressionar com a gravata marrom escura de veludo nova, que combinava com seus cabelos e olhos castanhos, mas não tanto com a barba, pensava Amélia. Sua mãe estava otimista com seu cabelo, eles eram cacheados e escuros e todo dia pareciam ser diferentes após o banho e quase nunca à agradavam, mas hoje ela estava contente com o resultado que havia conseguido. O pai de Amélia checava em seu relógio de pulso a cada segundo para estar na rua de sua casa na hora certa, andava de um lado para outro em frente a porta, confiante com sua gravata de veludo.
-Eu sempre fico ansioso, não importa quantas vezes eu faça, ou quão pronto eu esteja, ou acho que esteja. Disse o pai de Amélia sem parar um segundo para respirar.
-Acho que nós já se acostumamos, a Amélia já está aqui e não irá cometer o erro de ontem, aquilo foi um show de horror. Sua mãe falava enquanto arrumava os seus brincos e olhando para a televisão em estática.
-Eu já pedi desculpas, eu só estava pensando no vovô e na vovó novamente e me atrasei, já chegou alguma carta deles mamãe? Amélia sempre tinha um pingo de esperança pela manhã, em que sua mãe lhe diria que havia chegado uma carta de seus avós.
-Já lhe disse para não comentar sobre seus avós, vamos deixar eles aproveitarem a viajem, também não podemos enviar cartas a eles, não sabemos o endereço correto e não podemos fica-
Enquanto sua mãe falava, seu pai a interrompe com um gesto de corte com a mão, e querendo desligar o assunto dos pais de sua esposa, que ele não gostava tanto por um motivo que Amélia não sabia.
-Pedir desculpas não adianta, o que move o nosso país e o mundo são ações, não palavras, você sabe muito bem mocinha, já lhe contamos essa história um milhão de vezes, não precisamos te falar o quão importante é que você sempre esteja na hora, esteja com foco, força e...
-Determinação. Completava Amélia a frase de seu pai com a cabeça baixa, olhando para os seus tênis verdes que tanto odiava.
-Agora, vamos continuar esperando a hora certa, a televisão já está no volume máximo, se o relógio não funcionar, temos a televi... – A fala de seu pai é cortada pelo despertador do relógio de pulso, mostrando que de fato eram sete horas da manhã, ele então desliga o despertador e abre a porta de sua casa com um grande sorriso no rosto, que, para ele mostrava sua força e determinação para continuar o dia e estar na hora exata todo dia seria uma grande demonstração de foco e ele se orgulhava nisso. Sua mãe acompanhou o marido enquanto puxava Amélia pelo ombro para lhe seguir, sua mãe sempre estava de cabeça erguida as sete da manhã, isto mostrava sua determinação, estar com sua filha mostrava o seu foco como mãe, já a sua força era refletida na saúde total de seu marido e sua filha. Amélia sentia que por conseguir levantar de manhã e não desmaiar de sono, era seu foco, aguentar seus pais com esses horários era sua força e, conseguir andar parecendo ridícula com aqueles tênis verdes, eram sua determinação.
Finalmente, os homens de cada casa começavam a elevar a bandeira nos mastros que todas as casas tinham exatamente alinhada, uma bandeira verde, amarela, com um círculo azul no meio e uma grande suástica branca com bordas pretas no meio desse círculo e dentro da suástica possuía em preto a frase “Foco, Força e Determinação”. Com a bandeira no topo, todos levantavam seus braços direitos em direção a bandeira e começavam a cantar o Hino da Nação Livre Brasileira.
Enquanto Amélia cantava o hino, acompanhando o ritmo do hino que estava sendo tocado na televisão da maioria das casas e nas rádios das outras casas, ela olhava ao seu redor, via que todos nunca tiravam os olhos da bandeira, não piscavam ou sequer moviam seus braços estendidos, e se questionava se ela também deveria estar sempre assim, mas ela não aguentava mais estar de pé cedo todos os dias, mesmo que sua insônia lhe mantivesse acordada a noite inteira. Ela olhava o seu vizinho que nunca virá ficar triste, um menino mais velho que Amélia, de cabelos curtos, lisos e loiros, chamado de Arthur Von Müller Hoff Braun, e ele, como toda sua família se orgulhava imensamente de ser totalmente alemão, o pai de Amélia tinha feito uma amizade quase duradoura com essa família. Já do outro lado da rua, ela via diversas crianças quase da mesma idade que ela, mas ela não tinha conhecimento de quase ninguém, ela tentava imaginar os nomes dessas crianças, do que elas gostavam de comer aos Sábados, se elas gostavam de bolo de chocolate, como deveria ser o quarto delas, imaginava se eles tinham uma televisão em casa ou um rádio, de quais desenhos eles mais gostavam, se eles eram alemães, ou italianos, japoneses ou brasileiros e, pensava também como os tênis de outras crianças eram incrivelmente mais legais do que os dela e ainda por cima, pareciam muito mais confortáveis do que os tênis verdes dela. No meio dessas famílias desconhecidas, ela via a sua única amiga da escola, uma menina de cabelos escuros e olhos claros, chamada de Rúbia, Amélia adorava esse nome, por achar muito diferente do que todos que já tinha ouvido na vida e, diferentemente das outras crianças, ela sabia quase tudo sobre Rúbia, começando pelo nome, o que ela gostava de comer aos Sábados, se ela tinha uma televisão, quais desenhos ela gostava e tudo mais. Rúbia não vinha de uma família muito rica, ela tinha exatamente tudo para ter uma boa vida, mas não tinham uma televisão, o que o pai de Amélia achava estranho e dizia que era algo que somente pessoas pobres e sem cultura não teriam uma televisão em casa, mas, a família de Rúbia tinha um rádio que precisava ser ligado em uma tomada, esse rádio não era um orgulho dos pais de Rúbia, mas Amélia achava o rádio incrível, por ser grande, quase do seu tamanho e não precisar comprar pilas quase toda semana, o que ela achava uma inconveniência enorme, além de ser muito bonito por ter um pedaço feito com couro de verdade, apesar de Amélia não saber exatamente de onde o couro vinha. Amélia tinha conhecido Rúbia após precisar de ajuda em História da Alemanha no segundo ano da escola, Rúbia ajudou Amélia em quase todos os aspectos da história alemã e ambas conseguiram notas máximas na última prova do ano escolar e, desde então, ficaram amigas para “todo mundo, para sempre e adiante”, como Amélia sempre dizia.
O hino tinha finalmente acabado, todas as famílias iam para dentro de casa após dobrar a bandeira, o pai de Amélia andava de peito estufado para que todos olhassem a sua gravata de veludo, enquanto ele ia retirar a bandeira para a hastear no próximo dia, já sua mãe foi em direção da família dos Von Müller para conseguir se atualizar nas conversas, já que no dia anterior não conseguiram conversar por causa do atraso de Amélia para cantar o hino nacional. Amélia estava ajudando o seu pai a retirar e dobrar a bandeira do Brasil.
-Filha, por favor, tente manter contato visual com a bandeira, você sabe que todo mundo faz isto.Dizia o seu pai quase sussurrando para Amélia.
-Eu... estava só olhando ao redor, a bandeira não ia sair dali pai. Você nunca fez isto quando criança?
-Se fiz, fui repreendido pelos meus pais, o mesmo que estou fazendo com você. Então eu espero que você siga o meu caminho e me obedeça. Amanhã olhe diretamente para a bandeira e não tire seus olhos dela, fui claro mocinha?
-Tudo bem pai, sinto muito. Disse Amélia com um tom deprimido, olhando novamente para seus tênis verdes. Ela imaginava se deveria contar ao seu pai que o tamanho que ele comprará estava errado, ou se ela deveria aguentar até o próximo ano, quando seu pai poderia comprar-lhe outro tênis, seu pai tinha guardado dinheiro para comprar a Amélia um tênis da marca Griffin, considerado um dos melhores de acordo com o programa de moda alemã que sua mãe tinha visto no ano anterior. Talvez seu pai fosse brigar com ela ou dizer que ela está maluca por não gostar de um tênis tão caro e de marca alemã. Com isto em mente, ela decidiu não falar nada para seu pai, e pensava que no ano seguinte, ele iria lhe comprar um tênis melhor, apesar que tinha medo que seu pai comprasse novamente um tênis que não lhe serviria.
Ela tinha terminado de ajudar seu pai com a bandeira, guardando-a em uma caixa de madeira ao lado da caixa de correio, e em um piscar de olhos seu pai foi para dentro de casa se arrumar para o trabalho e, se conseguisse se arrumar rápido ele conseguiria ver o noticiário da manhã que iria começar as sete e meia da manhã, exatamente a hora em que o hino nacional iria parar de tocar nas televisões e nas rádios. Amélia decide entrar em casa e checar novamente seu material escolar antes da aula, seria a terceira vez que iria fazer isso, já que, de madrugada ela tinha checado duas vezes por não conseguir dormir. Ela conta quantos lápis possui, quantas canetas, até tentou contar quantas folhas tinham em seu livro didático e em seu caderno, mas desistiu quando a contagem chegou a cinquenta e sete e meio, já que ela tinha rasgado uma página do seu caderno no meio para poder desenhar o Capitão Hound e ela juntos em uma aventura longe da sua casa, longe do bairro, longe da escola, longe do Brasil, longe de tudo e todos; Quanto Rúbia viu o desenho, pediu para estar junto com ela, Rúbia admirava os desenhos que Amélia conseguia fazer, ela tinha guardado em casa um desenho de Amélia, sobre uma noite estrelada dentro dos olhos de Rúbia. O desenho com ela, Rúbia e o Capitão Hound estava guardado perto do espelho de seu armário marrom, onde ela poderia ver toda manhã.
Ela escutou o som do jornal sendo jogado contra à porta, ela estava animada para poder ler o quadrinho novo do Capitão Hound, mas sabia que só poderia ler quando seu pai terminasse de ler todas as notícias, o que só acontecia ao anoitecer, mas ela não se importava com isso, porque ela sabia que o Capitão Hound estaria ali a noite para conceder uma proteção vinda do espaço e além. Ela saiu de seu quarto para o corredor, sua mãe ainda não tinha voltado para casa, com certeza a conversa com a vizinha deveria estar muito emocionante, ela pensou consigo mesma. Seu pai veio logo em seguida arrumando uma gravata antiga que ele possuía, com certeza ele só utilizaria a gravata de veludo na hora do hino, ou talvez em alguma outra ocasião importante, como quando sua mãe faria Schnitzel em algum jantar futuro, o pai de Amélia amava Schnitzel, ele abriu a porta da frente e pegou o jornal acenando para alguns vizinhos que estavam na rua, ele logo entrou em casa e guardou o jornal no topo do armário da sala, onde Amélia não alcançava de jeito algum, e ela tinha parado de tentar quando quase quebrou o braço se equilibrando em uma cadeira, querendo mostrar as tirinhas para Rúbia em uma tarde de Sábado. Seu pai então se sentou no sofá da sala e começou a ver o noticiário da manhã, ela se sentou no chão em cima do tapete branco e felpudo para esperar os desenhos as oito da manhã. Ela estava lá em corpo, mas sua mente sempre estava fervendo com novos pensamentos, ela se imaginava comendo novamente um bolo de chocolate de seu avô e vendo o álbum de fotos da vovó, que ela nunca tinha visto por completo, já que sempre começavam a ver tudo novamente toda vez que iam ver as fotos no fim da tarde, e na metade do álbum seu pai sempre chegava para lhe trazer para casa, a vovó sempre tinha histórias novas para contar, mesmo que as fotos eram as mesmas, apesar de Amélia não entender muito bem sobre o que a vovó falava, um tempo em que você não precisava acordar de manhã para cantar o hino, um tempo em que você não tinha toque de recolher, um tempo com o que a vovó chamava de liberdade. O que a vovó queria dizer com liberdade? Amélia nunca tinha visto algo além de sua casa, sua rua, sua escola, a casa de seus avós e o espaço sideral com o Capitão Hound. O pensamento de Amélia foi puxado de novo para o presente quando ela ouviu a televisão dar um alto som do noticiário, e um grito de espanto do papai.
-MINHA NOSSA. Gritou o pai de Amélia.
-Caros telespectadores, é com pesar que anunciamos um ataque terrorista novamente perto da Capital, os terroristas plantaram uma bomba na Praça da Liberdade e acabaram matando dois estudantes da Juventude Hitlerista e um político de alta patente que o nome não será relevado para maior segurança de seus familiares. Estes terroristas são inimigos declarados do Reich e do Brasil Livre, mantenham seus olhos abertos, seus vizinhos podem ser inimigos da nossa nação e da nação alemã, não se esqueçam de denunciar a qualquer autoridade sobre atividades suspeitas ligadas a terrorismo e ligações com tentativas de criar o fim da liberdade de nosso povo e da nossa grande nação. O nosso grande líder Heinrich Hitler II, fará um pronunciamento para a o Reich Alemão devido ao alto número de terroristas nesse ano, este pronunciamento irá ocorrer com intenção de unir a nossa grande nação em uma só causa. O pronunciamento será transmitido as oito da noite, no programa ReichZeit, ou Hora do Reich.Traremos mais notícias sobre o incidente assim que tivermos quaisquer novidades. Voltamos a programação normal. Heil Hitler.
Amélia só tinha visto aquele repórter uma vez na televisão, mas ela sabia que quando ele aparecia não era uma boa notícia, e o seu pai tinha sempre grandes ataques de ansiedade com notícias fortes e alarmantes. Enquanto o repórter falava, imagens da Praça da Liberdade eram mostradas, apesar de Amélia nunca ter visto a praça antes, ela sabia que não era daquele modo que deveria estar, com fogo, ruínas e ambulâncias por todo lado.
-Minha nossa, eu não posso acreditar que ocorreu novamente, deve ser a quinta ou sexta vez que está acontecendo isto. Como isto está acontecendo, como pode estar acontecendo? Meus vizinhos podem ser inimigos? Não só inimigos da nação, mas inimigos da minha liberdade e da minha família. Eu tenho que pensar em algo para me proteger e para proteger minha família. Como... quando, eu, posso fazer algo.... eu teria que, bem, eu posso tentar, não, é impossível... só se eu fizer aquilo, mas não, não posso e nem deveria.Seu pai dizia sem piscar ou respirar, a sua ansiedade estava altíssima.
A mãe de Amélia entra na casa correndo, ela deveria ter visto o mesmo noticiário da casa dos Von Müller. Ela se acalma e respira fundo e nota que seu marido está andando de um lado para outro sem parar.
-Acalme-se Luís, com certeza teremos uma repercussão alta pelo pronunciamento do Führer. Ele vai ajeitar tudo. Nós temos que acreditar na nação. Não podemos perder a cabeça, estamos aqui e juntos iremos passar por qualquer situação.A mãe de Amélia conseguira fazer o marido sentar um instante para respirar.
Amélia não conseguia entender a situação completamente, ela sabia quem era o Führer, mas não entendia como os terroristas agiam, ou porque agiam deste modo, ou quem eram. O repórter havia dito que seus vizinhos poderiam ser inimigos, mas como poderiam? Rúbia era sua amiga para todo mundo, para sempre e adiante. E Arthur era inofensivo, um pouco chato, mas inofensivo sem dúvidas, uma vez ela pisou no sapato dele sem querer e ele que pediu desculpas a Amélia. E no fundo, ela se perguntava se esses ditos “terroristas” iriam gostar do bolo de chocolate do seu avô.

submitted by Manner1918 to EscritoresBrasil [link] [comments]